O projeto da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Juventus da Mooca para modernizar o Estádio Conde Rodolfo Crespi, a tradicional Rua Javari, está parado. O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) vetou a instalação de gramado sintético e manteve as restrições do tombamento histórico que protege a arena desde 2020.
Proteção patrimonial mantém gramado natural
O tombamento determina a conservação da volumetria, das dimensões e da cobertura vegetal original do campo, o que inclui a obrigatoriedade de manter o gramado natural. A SAF, comandada pela Contea Capital e oficializada no fim de outubro, defende que o piso artificial reduziria o consumo de água, dispensaria defensivos agrícolas e diminuiria o risco de lesões, argumentos que não convenceram a área técnica do Conpresp.
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Revisão do tombamento é a aposta
Com o pedido negado, a empresa busca reabrir a discussão sobre o tombamento. Se obtiver êxito, além da troca do gramado, o clube pretende ampliar a capacidade do estádio dos atuais 5.180 lugares para cerca de 15 mil torcedores, passo considerado essencial para atrair receitas e cumprir o planejamento esportivo traçado.
Metas esportivas
No cronograma apresentado, o Juventus quer voltar à elite do Campeonato Paulista em 2027, disputar apenas uma temporada na Série D do Brasileiro, subir à Série C em 2028, alcançar a Série B em 2031 e, até 2035, buscar o retorno à Série A. A equipe teve sua única participação na primeira divisão nacional em 1983, quando conquistou a Taça de Prata, equivalente à atual Série B. A última presença em competições nacionais ocorreu em 2007, na Série C.
A modernização da Rua Javari é vista pela SAF como peça-chave para viabilizar essas metas, mas, por enquanto, o tombamento histórico permanece como principal obstáculo.

