Aos 42 anos, ele tem atuado como uma espécie de auxiliar técnico em campo, ajudando Marcão na Libertadores. O contrato com o Fluminense acaba em dezembro e aumenta a expectativa sobre sua transição.
Thiago Silva tem mostrado sinais claros de que pode optar pela carreira de treinador ao encerrar a trajetória como jogador. A tendência para a mudança alimenta a expectativa de quem convive com o zagueiro, especialmente diante da proximidade do fim do seu atual contrato com o Fluminense, que se encerra em dezembro deste ano.
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Aos 42 anos, o defensor chamou atenção por atuar como uma espécie de auxiliar técnico de Marcão dentro de campo durante a classificação do Fluminense para as quartas de final da Libertadores. Essa atuação, além do interesse declarado pela função, é fruto de uma preparação que vem sendo construída há anos.
Thiago estuda para ser treinador há pelo menos seis anos. Em 2020, concluiu o curso de treinador Licença B da CBF ao lado de Filipe Luís. Apesar de mais jovem, Filipe Luís já exerce a função há três temporadas, conquistou títulos no Flamengo e hoje comanda o Monaco, da França.
As conversas com colegas que seguiram o caminho de técnico fizeram parte do processo. O convívio e as trocas sobre pressão do cargo e modelos táticos foram recorrentes enquanto o zagueiro atuava no Brasil.
Começou a bater um desejo grande de me tornar treinador. Tenho muita amizade com o Filipe. Ele mora no meu condomínio, e a gente conversa bastante. Às vezes ele fala: “É isso mesmo que você quer para a sua vida?”. Eu respondo: “É isso que você quer para a sua, eu quero para a minha” (risos)
contou o zagueiro em julho de 2025.
Após deixar o Porto ao fim da temporada europeia de 2025/26, em maio de 2026, Thiago passou um período na Escócia cumprindo exigências para obter a Licença A da Uefa. Essa certificação habilita profissionais a comandar equipes de base de elite, categorias profissionais intermediárias ou atuar como auxiliar técnico principal no futebol europeu.
O caminho até o diploma segue uma progressão clara: começa pela categoria C, que permite trabalhar nas categorias de base, e vai até a Licença Pro, exigida para atuar na elite do futebol profissional. Esse modelo é adotado tanto no Brasil quanto em outros países, com respaldo da Fifa. A CBF permite que ex-jogadores avancem algumas etapas do processo ao utilizar a experiência em campo como equivalência de carga horária, e o fato de Thiago ter iniciado os estudos ainda em atividade o coloca em condição atípica.
A preparação do jogador se reflete dentro de campo e na capacidade de auxiliar companheiros e a comissão técnica. Sobre essa aproximação com o trabalho tático, ele deixou comentário público após a classificação do time na Libertadores:
[O lado de treinador] Me pega um pouco. Sou fascinado por tática. E o Marcão tem dado abertura para que a gente possa ajudar
afirmou após a classificação na Libertadores.
O caminho a ser trilhado para a transição à função de treinador ainda não está definido. Só após encerrar a carreira nos campos é que Thiago vai decidir os próximos passos, como onde começará a trabalhar e em qual categoria. Até lá, o processo de formação e as experiências acumuladas em clubes e cursos seguem sendo determinantes para a escolha.


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