John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, refutou na segunda-feira (7) rumores sobre uma eventual divisão de poder no clube e voltou a criticar o rival Vasco. Em entrevista ao ge, o empresário norte-americano assegurou que permanece no comando da Eagle Football Holdings e, consequentemente, da sociedade anônima botafoguense.
Pela manhã, circulou a informação de que João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube social do Botafogo, teria se reunido com representantes da Eagle e da Ares – empresa que financiou a compra do Lyon por Textor. O dirigente afirmou que a notícia é infundada. “Não há como a Eagle fazer reunião sem minha presença. Sou sócio majoritário e único diretor da empresa que controla as operações dos clubes”, declarou.
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Textor disse ter conversado com João Paulo, que, segundo ele, negou qualquer encontro com integrantes da Ares. O executivo também reforçou que não existe conflito entre a SAF, detentora de 90% das ações, e o clube social, dono dos 10% restantes.
Foi nesse contexto que o norte-americano provocou o Vasco. “Não somos o Vasco, isso não é a 777. Temos bons acionistas e uma governança sólida, não precisamos de mudanças”, disparou, referindo-se à crise vivida pelo clube cruz-maltino em 2023, quando a então investidora 777 Partners foi questionada judicialmente pelo atual presidente vascaíno, Pedrinho.
Questionado sobre a saúde financeira da SAF, Textor garantiu estabilidade. “Os acionistas continuam apoiando. Eu disse que quero morrer nesse clube, e é verdade. Talvez eu não seja o líder para sempre, mas a Eagle Football vai continuar apoiando esse grande clube”, afirmou, acrescentando que eventuais divergências serão resolvidas “como em uma família”.
Com a declaração, o empresário reafirmou que não há mudanças previstas na estrutura de comando do Botafogo e garantiu sua permanência à frente do projeto.

