O empresário John Textor encaminhou ao Botafogo uma proposta de injeção de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 128,5 milhões) na Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O aporte, apresentado como capital próprio em troca de ações ordinárias, tem como meta equilibrar o caixa no curto prazo e reforçar a estrutura operacional do clube.
Segundo Textor, a operação será realizada via equity, sem caracterizar empréstimo. O modelo prevê a emissão de novas ações, o que aumentará a fatia do investidor norte-americano, mas manterá inalterados os 10 % de participação do clube social, conforme o acordo original.
Recursos para despesas imediatas
A proposta busca cobrir compromissos urgentes, entre eles salários, dívidas correntes e parcelas de negociações já fechadas, como a compra do meia Thiago Almada junto ao Atlanta United. O dirigente afirma que a entrada de capital também evitará possíveis punições esportivas, como restrições em registros de atletas.
Dependência de aprovação interna
Para avançar, o investimento precisa do aval do Botafogo associativo. Textor informou que a SAF aguarda essa autorização desde janeiro. O tema ganhou força após a diretoria rejeitar, anteriormente, um modelo de financiamento considerado oneroso pelos juros previstos.
Possível reforço financeiro maior
Caso aprovado, o aporte de Textor poderá se somar a uma captação paralela com parceiros financeiros. Somados, os valores podem chegar a 50 milhões de dólares (aproximadamente R$ 257 milhões), montante destinado a garantir estabilidade de curto prazo e sustentação do projeto esportivo em médio prazo.


Imagem: Vítor Silva
No comunicado, o empresário reiterou o compromisso com o futuro do Botafogo e cobrou alinhamento interno para a execução do plano de capitalização.
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