O Botafogo realizará, em 20 de abril, uma assembleia geral extraordinária para discutir a situação financeira da SAF e deliberar sobre um possível aporte de US$ 25 milhões (cerca de R$ 127 milhões) oferecido pelo controlador John Textor.
O encontro foi solicitado pelo empresário norte-americano com o objetivo de que os acionistas decidam, em caráter de urgência, como viabilizar a capitalização necessária para o clube. A proposta apresentada por Textor prevê a emissão de novas ações da empresa constituída em 2022, mantendo o clube social com os atuais 10% do capital e sem poder de decisão unilateral sobre o futebol.
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A diretoria associativa ainda analisa a oferta. Um dos pontos de atenção é a menção a uma empresa sediada nas Ilhas Cayman na estrutura do investimento. Para avaliar os riscos, o Botafogo contratou o BTG Pactual como consultor financeiro.
Situação de dívidas e punições
Além do impasse sobre o aporte, o clube recebeu esta semana punição da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) por atraso no pagamento de parcelas relativas a acordos anteriores. A decisão impede o registro de novos atletas pelos próximos seis meses.
De acordo com o portal GE, o valor em aberto é de aproximadamente R$ 1 milhão e deve ser quitado até 20 de abril – mesma data da assembleia. Recentemente, o Botafogo também solucionou atraso em parcela devida ao Atlanta United pela negociação de Thiago Almada, evitando novo banimento internacional depois de revogar sanção da Fifa.


Imagem: Andre Paes
Em nota, a SAF afirmou ver a assembleia como “via transparente e essencial” para concentrar esforços na superação dos desafios financeiros.
