O futebol brasileiro voltará a fechar o ano sem nenhum treinador estrangeiro entre os campeões das quatro principais competições. Depois de seis temporadas nas quais técnicos de fora do país sempre ergueram pelo menos um troféu, a temporada 2025 ficará marcada pelo domínio absoluto dos profissionais locais.
Quais taças entram no levantamento
O recorte considera a Conmebol Libertadores e os três principais torneios nacionais: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Supercopa Rei.
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Como se confirmou a hegemonia
A definição ocorreu ontem (14), quando Dorival Júnior (Corinthians) e Fernando Diniz (Vasco) avançaram à final da Copa do Brasil ao eliminarem, respectivamente, Leonardo Jardim (Cruzeiro) e Luis Zubeldía (Fluminense). Assim, o título do torneio já está assegurado para um treinador brasileiro.
Antes disso, as outras três taças da temporada já tinham dono: Filipe Luís, comandante do Flamengo, venceu o Campeonato Brasileiro e a Libertadores superando o português Abel Ferreira (Palmeiras) nas duas decisões. O rubro-negro ainda levou a Supercopa Rei diante do Botafogo de Carlos Leiria, também brasileiro.
Última vez sem estrangeiro entre os campeões
A situação não ocorria desde 2018, quando Felipão levou o Palmeiras ao título do Brasileirão e Mano Menezes conquistou a Copa do Brasil com o Cruzeiro. Naquele ano, a Supercopa Rei não era disputada e nenhum clube nacional chegou à final da Libertadores.
Seis anos de presença estrangeira
Entre 2019 e 2024, pelo menos um técnico de fora do país venceu uma das quatro competições. Estão nessa lista os portugueses Abel Ferreira, Jorge Jesus e Artur Jorge, além do argentino Antonio Mohamed.
Reações e polêmicas
O retorno da hegemonia local acontece em meio a críticas de treinadores brasileiros. Após eliminar o Cruzeiro, Dorival Júnior afirmou que a categoria “vem sendo desrespeitada em todos os aspectos”.
Um mês antes, durante o Fórum de Treinadores Brasileiros na sede da CBF, Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão fizeram declarações sobre a presença de técnicos estrangeiros no país. Oswaldo apoiou o italiano Carlo Ancelotti à frente da seleção, enquanto Leão atribuiu a “invasão” de estrangeiros a falhas dos próprios profissionais nacionais. As falas geraram nota de repúdio da Federação Brasileira de Técnicos de Futebol, mas Ancelotti evitou responder.
Campeões desde 2018
2018 – Felipão (Palmeiras) e Mano Menezes (Cruzeiro)
2019 – Jorge Jesus (Flamengo) e Tiago Nunes (Athletico-PR)
2020 – Abel Ferreira (Palmeiras), Rogério Ceni (Flamengo) e Jorge Jesus (Flamengo)
2021 – Abel Ferreira (Palmeiras), Cuca (Atlético-MG) e Rogério Ceni (Flamengo)
2022 – Dorival Júnior (Flamengo), Abel Ferreira (Palmeiras) e Antonio Mohamed (Atlético-MG)
2023 – Fernando Diniz (Fluminense), Abel Ferreira (Palmeiras) e Dorival Júnior (São Paulo)
2024 – Artur Jorge (Botafogo), Filipe Luís (Flamengo) e Thiago Carpini (São Paulo)
2025 – Filipe Luís (Flamengo) nas três taças já decididas; Dorival Júnior ou Fernando Diniz decidirá a Copa do Brasil
Com todas as decisões de 2025 definidas, a temporada confirma a retomada completa dos técnicos brasileiros no topo das principais competições.


