Gana venceu o Panamá por 1 a 0 com gol nos acréscimos. Christiansen criticou a falta de reação da equipe no lance decisivo, classificando a forma da derrota como 'feia'.
Na partida entre Gana e Panamá, que terminou com a vitória dos africanos por 1 a 0, o técnico Thomas Christiansen elogiou a atuação geral de sua equipe, mas não poupou críticas à postura dos jogadores no momento do gol de Yirenkyi, ocorrido aos 49 minutos do segundo tempo. O treinador considerou o lance uma “forma feia de perder”.
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O gol de Gana foi resultado de um contra-ataque pela esquerda, iniciado por uma jogada individual de Thomas-Asante. Christiansen, em declarações à RPC Panamá, destacou que seus jogadores tiveram oportunidades de cometer falta e evitar a ação que resultou no gol, embora não tenha mencionado nomes específicos. O zagueiro Córdoba, porém, foi o atleta panamenho diretamente envolvido na jogada, ao tentar um carrinho e ser driblado na beirada do campo.
“A equipe foi valente no jogo para conquistar um ou três pontos, mas temos que aprender com os erros. Em um Mundial, naquele lance do gol, temos que aprender que é preciso entrar com mais atitude. Tivemos ocasiões até para parar a jogada. Fizeram o gol, estamos doloridos com esse resultado”, afirmou Christiansen.
O técnico também fez uma avaliação crítica da performance do Panamá no segundo tempo, mencionando que a equipe caiu nas armadilhas impostas por Gana, alterando a abordagem tática que havia funcionado bem na etapa inicial. Christiansen ressaltou: “Fizemos um primeiro tempo muito bom, controlando, levando o jogo para o campo de ataque, onde queríamos. Tínhamos que ter seguido igual no segundo tempo, mas entramos no jogo de Gana, com bolas longas, sendo algumas sem sentido”.
Ele continuou a análise, afirmando que a equipe sofreu com perdas de posse e transições rápidas do adversário: “Se você permite transições e comete erros que não pode em um Mundial, leva castigo”. Além disso, o treinador criticou as paradas para hidratação que ocorreram durante a partida, alegando que o time de Gana se aproveitou dessas pausas para fazer ajustes táticos, o que, segundo ele, não era apropriado.
“Por duas vezes, o goleiro deles caiu. Em uma, para dar indicações ao ataque. Depois, para dar indicações a outros jogadores. É para isso que a pausa de hidratação é usada. Mas, se você cria uma parada, é para fazer correções. Não estava quente, mas temos que aceitar isso. Os anúncios na televisão são o que pagam as contas no fim”, completou Christiansen.



