O australiano Graham Arnold, treinador da seleção do Iraque, incluiu um trabalho extra na preparação para o confronto desta terça-feira contra a Bolívia, pela repescagem que vale vaga na Copa do Mundo de 2026. Além dos aspectos físico, técnico e tático, o comandante busca blindar o elenco das notícias sobre o conflito no Oriente Médio.
“Uma parte significativa do meu trabalho tem sido no campo mental. Os jogadores precisam focar em si mesmos, nas famílias e em amigos próximos; se pensarem no país inteiro, a pressão fica insuportável”, afirmou Arnold, de 62 anos, em entrevista coletiva.
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Viagem conturbada até Monterrey
Para chegar ao México, parte da delegação deixou Bagdá de carro até a Jordânia, antes de seguir viagem aérea. O cronograma de treinos também foi afetado pela recente escalada de tensão que envolve Israel, Estados Unidos e Irã, situação que reflete por toda a região.
O que está em jogo
Quem vencer o duelo entre Iraque e Bolívia se juntará a França, Senegal e Noruega no Grupo I da Copa do Mundo, marcada para acontecer nos Estados Unidos, México e Canadá, de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
Arnold destacou que a classificação pode ter impacto direto no cotidiano iraquiano. “No Iraque existe uma obsessão pelo futebol; é o esporte nacional. Uma vaga na Copa pode mudar a percepção que o mundo tem do país”, observou.


Imagem: Divulgação
Histórico mundialista
A única participação iraquiana em Copas ocorreu em 1986, também no México, quando a equipe se despediu ainda na fase de grupos após três derrotas.
