No Dérbi 212, disputado em Campinas, a Ponte Preta venceu o Guarani por 2 a 0 e encerrou a partida sem sofrer riscos significativos. A atuação aparentemente “apática” do time bugrino, apontada por torcedores nas redes sociais, foi resultado direto do plano tático montado pelo técnico Marcelo Fernandes, que neutralizou as principais armas ofensivas do rival.
Fechando os corredores
O Guarani vinha se destacando na Série C pelo aproveitamento de bolas paradas – muitas vezes concluídas por defensores – e pelas jogadas pelas laterais, principalmente com o avanço do lateral-esquerdo Emerson Barbosa. Ciente disso, Marcelo Fernandes reforçou a recomposição defensiva pelos flancos: os atacantes Bruno Lopes e Diego Tavares voltaram para marcar e impediram a progressão dos laterais bugrinos.
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Meio-campo congestionado
Além de barrar as subidas pelas beiradas, o treinador alvinegro travou o setor central. Os volantes Luiz Felipe e Rodrigo Souza cercaram o meia Diego Torres, responsável pelos lançamentos longos para explorar a velocidade de Mirandinha. Sem espaço para construir, o Guarani recorreu a bolas esticadas a partir da defesa, mas encontrou a dupla de zaga pontepretana Wanderson e Saimon firme no jogo aéreo.
Bate-e-volta e falta de infiltração
Como o elenco bugrino não conta com um meia driblador capaz de quebrar linhas pelo centro, a equipe ficou sem alternativas ofensivas. Os laterais Lucas Justen e Emerson evitaram avançar para não deixar espaços, e as tentativas de ligação direta se transformaram em “bate-e-volta”. Assim, a Ponte Preta controlou a partida e construiu o placar com tranquilidade.
Com a vitória, a equipe de Marcelo Fernandes reforçou a percepção de que, na Série C, a definição de resultados costuma passar pelos detalhes táticos em detrimento das individualidades.

