Em Moça Bonita, Anaia (São Gonçalo) bateu o Complexo da Coreia por 4 a 3 e levantou a Taça no feminino. No masculino, Taquaral superou o Santa Margarida por 1 a 0 com um gol direto de escanteio.
As finais da Taça das Favelas do Rio foram realizadas neste sábado, no estádio de Moça Bonita, em Bangu, com jogos definidos por golaços e definidores individuais. No feminino, o Anaia, de São Gonçalo, venceu o Complexo da Coreia por 4 a 3. No masculino, o Taquaral, de Senador Camará, conquistou o bicampeonato ao bater o Santa Margarida por 1 a 0.
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Na decisão masculina, o gol único que deu o título ao Taquaral saiu em lance improvável: um escanteio convertido em gol olímpico. Enquanto aguardava a premiação, Vini ainda tentava dimensionar o lance que definiu a partida e a taça para seu time.
Sei lá, foi olímpico. Nem eu sabia que ia ser gol. Ah, sei lá, fui tentar cruzar no segundo pau. Nem nunca treinei, nunca fiz. Foi do nada mesmo. Eu nem bato escanteio. Eu bati porque um amigo pediu para eu bater, eu fui lá, bati e fiz o gol.
Durante a comemoração, a entrevista de Vini foi interrompida por um empresário de Senador Camará que queria tirar uma selfie com o jogador. O autor do gol recebeu, ainda, um prêmio em dinheiro: um bicho de R$ 200 pago por pix e, posteriormente, acumulou R$ 500 ao ser eleito melhor jogador da partida. Aos 17 anos, o atleta treina em uma escolinha de futebol da região e mantém o sonho de chegar ao futebol profissional.
Estou esperando aparecer uma oportunidade. Treinando muito para conseguir uma oportunidade em um time grande. Acho que de repente esse gol aí pode me ajuda. Vamos ver, tem que trabalhar mais também, tem que chegar firme e forte lá.
No feminino, a partida teve sete gols e um campeão inédito: o Anaia conquistou o título ao superar o Complexo da Coreia por 4 a 3. Juanny, volante do Complexo da Coreia, abriu o placar com uma cobrança de falta à moda de um gol histórico, batendo da intermediária e acertando o ângulo; ela ainda marcou o terceiro gol da equipe em outra cobrança de bola parada. A jogadora afirma que suas cobranças são inspiradas em referências do futebol e que tentou impor essa solução desde o vestiário.
Eu falei no vestiário que a primeira bola que tivesse eu ia tentar colocar lá dentro e foi o que aconteceu. Eu quis bater direto. Normalmente chute cruzado é um pouco mais difícil, mas quando pega curva, a gente consegue acertar. O sentimento que fica é que vivi uma experiência que quando eu tiver meus 40 anos, eu vou ligar a TV e vou me ver na Rede Globo e na Taça das Favelas.
O Anaia teve atuação eficiente e também contou com um golaço de sua volante Maiure Vital, de 26 anos, que cobrou falta com precisão e acertou o ângulo. Professora de educação física, Maiure dá aula no projeto Karanba, de São Gonçalo, cuja base compõe a equipe campeã. No ano passado, a equipe havia sido derrotada na final pelo Três Campos; desta vez, a atleta foi determinante para a virada e a conquista.
Cara, foi muito emocionante que na hora da falta eu falei, eu vou, vou bater essa falta, estou muito confiante. Minha companheira Júlia também falou: “esse é o seu momento, você vai fazer. E graças a Deus fiz o gol. Deus me abençoou, abençoou o time todo e saiu com a vitória.
A gente é um projeto que tem muitas meninas, de várias faixas etárias, e a gente é inspiração para elas.
Em novembro, os destaques da edição estadual do torneio vão representar o time do Rio de Janeiro na Taça das Favelas Brasil, que, neste ano, será realizada no Paraná.
Com informações de ge.

