O Coritiba quebrou um jejum de sete partidas ao bater o Vitória por 2 a 0 no Couto Pereira. Com a troca no comando e mais intensidade coletiva, o time abriu seis pontos sobre o Z-4 com cinco rodadas restantes.
O Coritiba encerrou o jejum de sete partidas sem vitória ao derrotar o Vitória por 2 a 0, no Couto Pereira, em confronto válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O triunfo alterou a situação da equipe na tabela: o time abriu uma margem de seis pontos em relação ao Z-4, com cinco rodadas restantes na competição.
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A mudança no comando técnico provocou uma reação imediata, mas o principal fator observado foi a recomposição da identidade de jogo do clube. A equipe apresentou intensidade e organização coletiva que vinham sendo perdidas ao longo da sequência sem vitórias. O chamado “fato novo” teve reflexo nas ações dentro de campo, com maior nível de pressão sobre o portador da bola, encurtamento de espaços e controle mais eficiente da partida.
“O resultado chegou”
A atuação também trouxe confirmações táticas. Sob o comando interino de Guilherme Bossle, conhecido como Guila, o Coritiba passou a se comportar defensivamente em um 4-3-3, com Josué adiantado pelo centro e com Breno Lopes e Pedro Rocha atuando intensamente na recomposição pelos lados. Essa estrutura permitiu pressionar o adversário sem abrir mão da proteção defensiva.
Com a posse de bola, o desenho da equipe ganhou outra configuração: Josué recuava com liberdade para aproximar-se dos volantes e assumir a articulação das jogadas. Não atuando como um falso 9, ele foi o principal elemento de ligação entre os setores, o que deu mais fluidez à construção ofensiva e reduziu a dependência de lançamentos longos ou de iniciativas individuais pelas laterais.
O ajuste também corrigiu problema de ocupação do campo. Em vez de manter os pontas isolados, o Coritiba concentrou mais jogadores pelo centro, o que facilitou a circulação de bola e a criação de oportunidades. A comissão interina, formada por Guila, Reginaldo Nascimento, William Matheus e outros profissionais do clube, buscou devolver princípios de jogo que estavam enfraquecidos nas últimas rodadas.
Apesar do alívio trazido pelos três pontos, o texto destaca que um resultado isolado não apaga as dificuldades que motivaram a saída de Fernando Seabra do comando da equipe, nem garante a manutenção do nível demonstrado diante do Vitória. O desafio agora é transformar a resposta imediata em padrão de desempenho ao longo das rodadas finais do Brasileirão.
Se a partida diante do Vitória serviu como demonstrativo, o Coritiba mostrou condições de jogar com mais intensidade, equilíbrio e protagonismo — elementos que podem ser determinantes para a permanência do clube na Série A nas próximas rodadas.
Com informações de ge.

