Ministro do STJ identificou irregularidades na eleição de 2021 do clube paulista. Se confirmadas, a escolha de Torrano para a presidência em 2025 pode ser invalidada.
Campinas, SP, 23 – A Ponte Preta vive um momento decisivo em sua administração. O grupo de Oposição acredita que a mudança nos desmandos administrativos do clube poderá ocorrer através de ações judiciais. A esperança se renovou com a recente decisão do ministro Antônio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que revisou uma determinação anterior e identificou possíveis irregularidades na eleição de 2021, quando Marco Eberlin foi eleito presidente da diretoria executiva.
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Se comprovadas as irregularidades, a eleição de 2025, que elegeu Luiz Antônio Alves Torrano, poderá ser anulada, criando um ‘efeito dominó’. Isso se dá porque ambas as eleições compartilham os mesmos fundamentos de irregularidades. As fraudes passadas teriam permitido que eleitores sem a devida condição legal participassem do pleito.
A decisão do ministro do STJ implica que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) deverá realizar um novo julgamento do caso. O ministro determinou que seja feito um “novo julgamento dos Embargos de Declaração”, focando especificamente nas provas apresentadas pelos recorrentes e na alegação de erro material na aplicação de uma legislação que já foi revogada.
Os advogados que protocolaram a ação apontam que os juízes anteriores ignoraram 17 provas de irregularidades, além de fundamentarem suas decisões em uma lei que não está mais em vigor. O movimento contra as irregularidades começou com conselheiros como Amaro Egydio de Oliveira, Carla Aparecida Frediani, João Batista Passarini e Uéselis Gomes do Amaral.
Entre as irregularidades citadas estão a exclusão em massa de conselheiros sem aviso prévio, erros nas publicações dos editais, descumprimento de ordens judiciais que garantiam o direito de voto a alguns eleitores, inscrições de chapas fora do prazo mínimo de 48 horas exigido e a presença de um conselheiro com condenação criminal ativa (André Carelli) na chapa de Marco Eberlin.
Apesar da expectativa de que a reversão da situação possa ocorrer, ainda não há uma data definida para o novo julgamento e os próximos passos que poderão impactar a atual gestão da Ponte Preta. O clube, que enfrenta a maior crise financeira de sua história, tem vivido sucessivas derrotas em campo. Menos de um ano após conquistar o inédito título brasileiro da Série C, o time foi rebaixado no Paulistão e continua ameaçado de queda na Série B do Campeonato Brasileiro.
Os protestos contra a gestão de Torrano e Eberlin seguem em andamento, enquanto os torcedores aguardam por mudanças significativas.

