Publicado em 23/08/2026. O Sport perdeu por 2 a 1 para o Avaí, partida em que teve um golaço de Diego Hernández, mas sofreu a virada adversária. A derrota encerrou uma sequência de seis jogos de invencibilidade e deixou o clube com 35 pontos, mantendo-o próximo do G-6 da Série B.
Na avaliação do comentarista Cabral Neto, a presença do Leão entre os primeiros colocados da competição se apoia mais na força individual dos jogadores e na irregularidade dos concorrentes do que na consolidação do trabalho coletivo do técnico Gilmar Dal Pozzo. O comentarista ressalta que, apesar da posição na tabela, o desempenho do time não transmite confiança plena sobre o rumo do trabalho técnico.
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“A classificação atual da Série B indica que o Sport está na briga pelo acesso e deve seguir brigando, mas isso não significa confiança no trabalho de Dal Pozzo.”
Cabral Neto destaca que a esperança rubro-negra está concentrada nas qualidades individuais do elenco, e critica escolhas da diretoria ao longo do ano em relação ao comando técnico. Ele também observa que a irregularidade dos adversários contribui para manter o clube vivo na disputa pela Série A de 2027.
“O time tem bons valores individuais e são eles que carregam a esperança. A diretoria de futebol fez escolhas bem questionáveis ao longo desse ano, em relação ao comando técnico, mas a irregularidade e também fragilidades dos concorrentes permitem que o Sport siga sonhando com a Série A em 2027.”
O clube promoveu uma reformulação no elenco durante a janela de transferências, com chegadas e saídas que, na visão do comentarista, não alteraram substancialmente a capacidade técnica geral do grupo.
Contratações
- Brenno — goleiro
- Claudinho — lateral-direito
- Kayky — zagueiro
- Murilo Rhikman — volante
- Willian Oliveira — volante
- Diego Hernández — meia
- Juan Alano — meia
- Dudu Teodora — atacante
Saídas
- Halls — goleiro
- Zé Marcos — zagueiro
- Madson — lateral-direito
- Yago Felipe — volante
- Gustavo Maia — meia
- Max — meia
- Zé Lucas — volante (negociado com o Cruzeiro por R$ 26,5 milhões)
A folha salarial do elenco passou a girar em torno de R$ 2,95 milhões após a última janela. Mesmo assim, o comentarista aponta que o maior problema persiste sendo o funcionamento coletivo da equipe: a falta de soluções como conjunto limita a performance individual e expõe deficiências táticas.
“Entre saídas e chegadas, não houve uma grande mudança na capacidade técnica do elenco rubro-negro. A maior perda, evidentemente, foi na cabeça de área, com a negociação de Zé Lucas. O Sport não terá condição financeira de repor com a mesma qualidade, mas, de uma forma geral, o peso qualitativo do grupo seguiu bem parecido.”
“Vale ressaltar que o maior problema do time segue sendo coletivo, a falta de soluções como conjunto. Um time bem treinado e organizado potencializa as individualidades do elenco, os jogadores melhoram sua performance quando o time funciona.”
“Mas, o que acontece com o Sport atualmente é justamente o contrário. A equipe não consegue ter boas atuações, sua marcação não preenche espaços, a criatividade é limitada e as qualidades individuais acabam sendo apagadas, assim, fica mais fácil perceber os defeitos de cada atleta.”
Na sequência da Série B, o Sport terá o América-MG pela frente, na próxima segunda-feira, na Ilha do Retiro. O clube tentará demonstrar que a briga pelo acesso pode ser sustentada por algo além da tabela e das individualidades do elenco, buscando regularidade e organização coletiva.


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