A SLC Agrícola inaugurou a maior algodoeira da companhia na Fazenda Parnaguá, localizada no Piauí. A nova unidade possui capacidade para processar até 80 fardos de algodão por hora e beneficiará a produção de aproximadamente 20 mil hectares por safra, com potencial de ampliação para atender até 25 mil hectares.
Com uma área total de 70 mil metros quadrados, a estrutura conta com 10,2 mil metros quadrados de área construída. O complexo é formado por quatro descaroçadores, cada um equipado com 244 serras, além de um depósito de fardos e um armazém com capacidade para armazenar 10 mil toneladas de caroço de algodão.
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Na primeira safra de operação, a expectativa é que a unidade beneficie a produção de cerca de 7 mil hectares cultivados na Fazenda Parnaguá. Segundo informações da companhia, a algodoeira foi projetada para atender a demanda atual e a expansão da produção nos próximos anos, abrangendo operações tanto no Piauí quanto no Maranhão.
O diretor de Operações da SLC Agrícola, Leonardo Celini, destacou que a nova unidade foi cuidadosamente planejada para “atender e acompanhar o crescimento da produção, aprimorando o processo de beneficiamento”.
A empresa também informou que o armazém de caroço de algodão é o primeiro da SLC Agrícola a contar com um sistema de aeração projetado especificamente para preservar as condições do produto durante o armazenamento. Para desenvolver esse projeto, a companhia apoiou um estudo técnico focado no dimensionamento das necessidades de aeração e armazenagem do caroço de algodão, considerando as condições climáticas brasileiras.
Com isso, a SLC Agrícola busca reduzir riscos de perdas e avarias, preservar a qualidade do produto e ampliar o período de armazenagem. O projeto integrou as áreas agrícola, industrial, de infraestrutura e armazenamento desde as etapas iniciais de planejamento, com o objetivo de alinhar a capacidade de beneficiamento ao ritmo da colheita e garantir um fluxo contínuo de processamento.
Além disso, o dimensionamento da unidade também considerou o início da produção comercial de algodão na Fazenda Perpétua, que anteriormente mantinha apenas áreas experimentais dedicadas à cultura. Com a nova algodoeira, a SLC Agrícola afirma que terá capacidade para processar a produção da Fazenda Perpétua, receber algodão de outras unidades e atender futuras ampliações da área cultivada.
Celini ressaltou que o planejamento levou em conta “o volume recebido nos períodos de pico da colheita, a capacidade dos descaroçadores e a armazenagem dos produtos resultantes do beneficiamento, visando organizar um fluxo contínuo, com menos pontos de espera e maior controle das condições operacionais”.



