A possível volta do agente de segurança Aldair Borges ao quadro de funcionários do Corinthians desencadeou novo conflito entre a diretoria administrativa e o Conselho Deliberativo do clube.
Quem é o pivô da discórdia
Aldair Borges foi citado em depoimentos à Polícia Civil como o responsável por retirar grades e permitir acessos não autorizados ao Parque São Jorge em 20 de janeiro de 2025, data em que a reunião que votaria o impeachment do então presidente Augusto Melo foi suspensa, provocando tumulto.
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O que diz a presidência
O presidente do clube, Osmar Stábile, afirmou ao UOL que Aldair não foi recontratado. Segundo Stábile, o ex-funcionário procurou o setor de Recursos Humanos para ser readmitido, mas o pedido teria sido negado em razão de “histórico de insubordinação”.
Versões conflitantes
Fontes ouvidas pela reportagem, entretanto, relatam que Aldair prestou serviços recentemente e teria, inclusive, atuado na segurança da sala de Stábile durante reunião realizada na última sexta-feira.
Pressão sobre a diretoria administrativa
Qualquer contratação na área de segurança passa pela diretoria administrativa, dirigida por Fábio Soares. Por isso, o nome do dirigente se tornou alvo de questionamentos internos. Ainda na sexta-feira, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, cobrou explicações de Osmar Stábile em encontro informal nas dependências do clube.
Posições pendentes
Até a publicação desta matéria, Fábio Soares não respondeu aos pedidos de posicionamento. A reportagem também não localizou Aldair Borges; o espaço segue aberto para eventual manifestação de ambos.
O episódio expôs o desgaste entre os presidentes dos dois principais poderes corintianos. Stábile considerou a cobrança do Conselho uma ingerência em assuntos administrativos, ampliando o clima de tensão no Parque São Jorge.
