O São Paulo ainda aguarda que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgue os áudios do árbitro de vídeo referentes ao clássico contra o Palmeiras, disputado no último domingo (6) e vencido pelo rival alviverde por 3 a 2. Embora o protocolo atual não preveja a publicação quando o árbitro de campo não vai ao monitor, a diretoria tricolor pressiona para que a gravação seja tornada pública.
Na segunda-feira (6), o executivo de futebol do clube, Rui Costa, participou de reunião on-line com Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem, e Péricles Bassols, gerente técnico do VAR. Durante o encontro, os representantes da CBF explicaram que os áudios só são divulgados quando há revisão de campo; caso a equipe de vídeo confirme a decisão tomada em campo, o material permanece interno.
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O São Paulo questiona dois lances específicos: a expulsão de Andreas Pereira após falta sobre Marcos Antônio e um possível pênalti não marcado no início do segundo tempo em disputa entre Allan e Tapia. Em ambas as situações, o árbitro Ramon Abatti Abel manteve a decisão inicial e recebeu respaldo do VAR. Depois dos lances contestados, o Palmeiras reverteu o placar de 2 a 0 para 3 a 2.
Em comunicado, o presidente são-paulino Júlio Casares pediu que o protocolo seja flexibilizado: “Presidente, vamos quebrar o protocolo. Precisamos do áudio para imaginar o que aconteceu”, afirmou. O dirigente acrescentou que a divulgação serviria para demonstrar “que a nossa arbitragem está chegando ao fundo do poço” e defendeu a adoção do desafio do VAR ainda nesta temporada.
A CBF tem testado o recurso de desafio em competições como a Copa do Mundo Sub-20 e, no Brasil, a Copa Paulista a partir das semifinais.

