O Santos está sob ameaça de sofrer um novo transfer ban imposto pela FIFA por conta de uma dívida relacionada ao atacante Yusupha Njie, que nunca atuou oficialmente pelo clube. A punição pode ocorrer caso o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) mantenha decisão da entidade máxima do futebol emitida em dezembro do ano passado.
O que motivou a ação
O processo foi aberto pelo Al-Markhiya, do Catar, após o Santos descumprir um acordo firmado para encerrar antecipadamente o empréstimo de Njie. Em dezembro, a FIFA deu ganho parcial ao clube catariano e determinou o pagamento de aproximadamente 399 mil euros — valor que equivale a cerca de R$ 2,3 milhões na cotação atual.
Como foi o acordo e o não pagamento
Segundo os documentos do processo, Santos e Al-Markhiya concordaram que o clube paulista pagaria sete parcelas de €50 mil como parte da rescisão. O Santos, porém, não quitou nenhuma das sete parcelas. Em sua defesa, a diretoria santista reconheceu a existência da dívida e apontou dificuldades financeiras para cumprir o acordo.
A FIFA acolheu parte dos argumentos do Santos e reduziu um dos valores originalmente exigidos, mas manteve multas contratuais e confirmou a obrigação de pagamento. Além dos cerca de €399 mil referentes à dívida, o Peixe foi condenado a arcar com aproximadamente US$ 25 mil em custas processuais — valor próximo de R$ 125 mil.
Jogador não chegou a entrar em campo
Yusupha Njie permaneceu apenas três meses no Santos e não disputou nenhuma partida oficial pelo clube. O atacante chegou a figurar em uma lista de relacionados durante a campanha na Série B, mas não foi utilizado e permaneceu no banco de reservas.
Atualmente, Njie segue vinculado ao Al-Markhiya e cumpre empréstimo no Al-Wakrah, também do Catar.
Santos aguarda decisão do TAS
O Santos recorreu da decisão da FIFA ao TAS e aguarda o julgamento final. Caso a Corte Arbitral confirme a condenação e o clube não regularize o débito, a punição pode impedir o registro de novos jogadores por até três janelas de transferências, o que afetaria negociações planejadas pelo clube, incluindo possíveis movimentações por Ayrton Lucas e Rubens.
Enquanto o caso tramita no TAS, a diretoria do Santos monitora a situação, ciente do impacto que uma eventual punição teria no planejamento esportivo.
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