O Grêmio definiu como prioridade gerar receitas na próxima janela de transferências, com a meta de arrecadar cerca de R$ 150 milhões por meio da venda de atletas. A diretoria também busca reduzir despesas e abrir espaço na folha salarial enquanto monta o elenco para o restante da temporada sob comando de Luís Castro.
Atualmente, a folha do futebol do clube está em torno de R$ 23 milhões mensais, montante que a gestão considera insustentável. O objetivo é reduzir esse custo em aproximadamente R$ 5 milhões por mês. O ajuste faz parte do esforço para equilibrar as contas após o clube registrar um prejuízo de R$ 124 milhões no primeiro trimestre.
Saídas em avaliação para aliviar folha
Para cortar gastos, o Tricolor está disposto a negociar alguns nomes do elenco. Jogadores como João Pedro, Dodi, Monsalve, Willian e André Henrique podem ser oferecidos caso surjam propostas consideradas interessantes pela diretoria.
Monsalve, por exemplo, já despertou o interesse do Coritiba. Willian recebeu consultas de clubes dos Estados Unidos e dos Emirados Árabes Unidos. As tratativas, porém, ainda estão em fase inicial, e a direção acompanha o mercado de perto.
Além da economia imediata, as negociações visam liberar vagas no grupo para possíveis reforços e adequar o elenco à sequência da temporada.
Base como principal ativo
O clube aposta também nos jogadores formados na base para atingir a meta financeira. Jovens como Gustavo Martins, Viery, Noriega e Gabriel Mec atraem atenção de clubes estrangeiros e podem ser negociados durante a janela.
Internamente, a expectativa de arrecadar cerca de R$ 150 milhões com transferências faz parte do planejamento financeiro para o restante do ano, conciliando a necessidade de equilibrar as contas com a manutenção de um elenco competitivo.
As próximas semanas devem ser decisivas para definir quais atletas permanecerão no grupo e quais gerarão receitas para os cofres do clube.
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