Russell diz ter acompanhamento psicológico enquanto enfrenta sua temporada mais difícil na F1. A declaração vem com Kimi Antonelli com 98,8% de chance no GP do México; Russell está 123 pontos atrás.
George Russell revelou que tem trabalhado com um psicólogo esportivo em meio àquilo que descreve como a temporada mais difícil da sua carreira na Fórmula 1. As declarações vieram no contexto da disputa pelo título, na qual Kimi Antonelli aparece com 98,8% de chance de ser campeão no GP do México neste fim de semana, segundo cálculo da UFMG. Russell é vice-líder e está 123 pontos atrás de Antonelli na tabela do Mundial.
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O piloto da Mercedes detalhou o acompanhamento psicológico como uma prática de longa data, afirmando que o trabalho começou durante os anos de maior sucesso e que agora tem sido particularmente importante diante das dificuldades de 2026. Russell fez comparações com esportes individuais para explicar a dinâmica mental exigida pela F1.
“Venho trabalhando com um psicólogo esportivo há sete anos. Isso começou durante meus anos de maior sucesso na F1 e, agora, é claro, este tem sido o primeiro ano de verdadeiras dificuldades. Não somos boxeadores que estão no ringue lutando diretamente contra outra pessoa. Estamos, de certa forma, lutando contra nós mesmos, quase como um jogador de golfe: na classificação você está sozinho, e é sua preparação que faz a diferença para um bom desempenho”
“Não fico olhando diretamente para o meu adversário pensando: ‘Como vou derrotar esse cara?’. É mais como se eu estivesse me olhando no espelho e pensando: ‘O que preciso fazer para não ter esses desempenhos ruins? Quais foram as sensações que tive em relação a mim mesmo e ao carro durante os bons momentos para repetir isso com mais frequência?'”
Russell começou 2026 liderando o Mundial graças à vitória no GP da Austrália, mas a sequência do campeonato mudou de rumo quando Kimi Antonelli venceu na China, primeira vitória de sua carreira, e em seguida emplacou uma série de resultados. Antonelli terminou o primeiro semestre com sequência de cinco vitórias consecutivas no início do campeonato e soma nove triunfos até o momento, mantendo vantagem na liderança frente a pilotos como Lewis Hamilton, Charles Leclerc, Lando Norris e Max Verstappen.
Russell, por sua vez, não conseguiu manter a mesma consistência: venceu na Austrália, só voltou a vencer seis corridas depois, no GP da Áustria, e obteve mais uma vitória no GP do Azerbaijão. Ao longo da temporada, o britânico sofreu com uma série de problemas técnicos e incidentes que prejudicaram seu desempenho e resultados.
Entre os contratempos relatados estão uma falha na caixa de câmbio na China durante a classificação; uma pane no motor que o tirou da liderança no GP do Canadá; um abandono após toque com Hamilton na Bélgica, seguido por outro problema mecânico; um vazamento de água na Hungria; e uma batida quando liderava a corrida sprint de Singapura.
Além das questões técnicas, a estratégia também pesou em alguns momentos: no Japão, um pit stop na volta anterior à entrada do safety car ampliou o prejuízo na corrida; e em Mônaco uma punição por excesso de velocidade no pit lane, somada a erro no cumprimento da sanção, resultou em um 12º lugar.
“É importante para mim tentar ganhar um pouco de consistência. Nunca tive uma temporada como esta na minha carreira, em que o desempenho tenha oscilado tanto. Sei que o potencial está lá, porque não dá para ter atuações como aquelas em Baku se você tiver, digamos, ‘perdido o jeito’. Estamos tendo dificuldade para manter uma alta taxa de acertos. Não sabemos por que isso está acontecendo e, como eu disse, nunca passei por isso antes na minha carreira. Acho que essa é a minha prioridade nessas últimas corridas”
Apesar da pressão da disputa pelo título e da diferença na tabela, Russell afirmou que mantém relação positiva com seu companheiro de equipe na Mercedes e afastou qualquer desgaste pessoal dentro da equipe.
“No plano pessoal, Kimi é obviamente um cara incrível, cheio de energia. Não tivemos nenhum motivo este ano para não continuarmos com um bom relacionamento. Acho que muitas dessas rivalidades começam por causa de incidentes ou ações na pista. A verdade é que ele tem estado em um nível superior ao meu este ano, então não nos encontramos nessa situação com muita frequência; tivemos apenas uma ou duas corridas. Quando se trata da corrida em si, mantemos nossa distância e trabalhamos com nossos engenheiros individuais para tentar tirar o máximo proveito dela.”
Com o GP do México programado para este fim de semana, a matemática do campeonato favorece Antonelli, enquanto Russell busca reduzir a oscilação de rendimento e transformar potencial em resultados consistentes nas últimas etapas da temporada.
Com informações de ge.

