Santos (SP), 5 – A oito rodadas do fim do Brasileirão, o Santos vive ambiente de tensão: está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento e precisa equilibrar contas para manter Neymar, dono do salário mais alto do elenco.
Financeiro ameaçado
Hoje, o clube desembolsa R$ 4,14 milhões mensais para pagar o camisa 10. Além disso, ainda existe uma dívida de R$ 85 milhões pela exploração da imagem do jogador, parcela que, segundo o acordo vigente, deve ser quitada até dezembro de 2026.
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Em caso de queda para a Série B, a redução nas receitas televisivas e de patrocinadores forçaria nova rodada de renegociações salariais. Em 2023, por exemplo, atletas como Tomás Rincón aceitaram cortes para continuar no elenco; cenário similar não é descartado.
Impacto esportivo
O risco de descenso também afeta o planejamento esportivo. Para seguir entre os convocados de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026, Neymar precisa demonstrar alto nível físico e técnico já no primeiro semestre daquele ano. O treinador deixou claro que chamará apenas atletas 100% preparados.
Desde que retornou à Vila Belmiro, o atacante conviveu com lesões e viu o time oscilar nas competições de 2024, situação que ele próprio admite ter atrapalhado a meta de retomar sequência regular de jogos.
Família envolvida
Nos bastidores, o pai de Neymar participa de reformas no CT Rei Pelé, na Vila Belmiro e na modernização de camarotes. A família já comprou imóveis na cidade e demonstra boa adaptação à rotina local.
Apesar da crise, o jogador informou à diretoria que não pretende defender outro clube brasileiro. A permanência, porém, dependerá do desfecho da luta contra o rebaixamento e da capacidade do Santos em honrar compromissos financeiros.
