O jornalista Reginaldo Leme, 80 anos, afirmou que recebeu respaldo total da Band enquanto enfrentava um problema neurológico que comprometeu sua memória, voz e fluência verbal entre o fim do ano passado e o início deste ano. A declaração foi feita ao programa Pole Position, do Canal UOL.
Com mais de meio século dedicado à cobertura da Fórmula 1 — iniciada em 1972, ano do primeiro título de Emerson Fittipaldi —, Leme permanece como comentarista principal das transmissões da categoria na emissora.
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“A Band me segurou”
“Foi o momento mais difícil que eu passei. Tive e ainda tenho um problema neurológico que não vai curar 100%. Mesmo assim, a Band jamais pensou em pedir para eu parar”, contou o jornalista.
Segundo Leme, o voto de confiança motivou a decisão de participar de todas as etapas do campeonato em 2025, sua última temporada na função, já que, a partir de 2026, os direitos de transmissão da F1 retornarão ao Grupo Globo.
Apoio nos bastidores
Para seguir trabalhando, o comentarista disse ter contado com ajuda constante de colegas como Max Wilson e Felipe Giaffone. “Quando ficávamos em pé na pré-hora da corrida, eles ficavam prontos para me segurar. Para entrar no estúdio, os funcionários me conduziam pelos cabos no chão e, nos intervalos, eu sentava até voltar o momento de ficar em pé”, relatou.
Recuperação parcial
Leme afirmou estar “aproximadamente 70% normal” e acredita que poderá chegar a 90% de sua capacidade com a retomada de atividades físicas, suspensas durante o período de recuperação. Ele reconhece que ainda teria energia para mais um ano de transmissões, mas pretende assistir aos Grandes Prêmios como torcedor após encerrar sua trajetória na cabine.


