Sete jogadores que viveram deslocamento forçado disputam a Copa do Mundo de 2026. Eles representam mais do que países: simbolizam resistência e esperança para milhões de refugiados ao redor do globo.
A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por discussões sobre imigração, fronteiras e o acesso de estrangeiros ao futebol. Em meio a esse cenário, um grupo especial de jogadores se destaca, não apenas por suas habilidades em campo, mas também por suas histórias de vida. Estes atletas, que já viveram o deslocamento forçado e cresceram em campos de refugiados ou em famílias que fugiram de guerras e perseguições, estão unidos em uma causa maior.
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Entre os convocados para a competição, pelo menos sete jogadores são refugiados. O canadense Alphonso Davies, o alemão Antonio Rüdiger, o bósnio Ermedin Demirović, e os australianos Ali Al-Hamadi, Touré, Garang Irankunda e Awer Mabil representam suas seleções, mas também simbolizam a luta e a resiliência de milhões de refugiados ao redor do mundo.
Na rodada de abertura, a Austrália conquistou uma surpreendente vitória por 2 a 0 sobre a Turquia, com Irankunda marcando um dos gols. O jovem jogador nasceu em um campo de refugiados na Tanzânia, após sua família fugir da violência na República Democrática do Congo. Hoje, ele se destaca como uma das promessas do futebol australiano.
“Nós (refugiados) mostramos o que é possível quando crianças encontram segurança e oportunidade”, afirmou Davies, que atua como embaixador da Boa Vontade do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados. Ele ressaltou a importância do acolhimento e das oportunidades para a realização de sonhos.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDOutro exemplo é o lateral esquerdo Alphonso Davies, que lidera a seleção canadense. Nascido em um campo de refugiados em Gana, seus pais fugiram da guerra civil na Libéria antes de se estabelecerem no Canadá. Hoje, ele é um dos jogadores mais reconhecidos do futebol mundial.
Antonio Rüdiger, zagueiro da seleção alemã, tem uma história semelhante. Seus pais deixaram Serra Leoa em busca de segurança na Alemanha. O atleta expressou seu orgulho em representar sua seleção e a responsabilidade que vem com isso. “Representar a Alemanha é algo que carrego com muito orgulho. Isso também vem acompanhado de uma responsabilidade: gerar impacto dentro e fora dos gramados”, disse Rüdiger, que se dedica a apoiar iniciativas voltadas para a educação e inclusão de crianças e jovens afetados pelo deslocamento.
Por sua vez, Ermedin Demirović, que optou por representar a Bósnia na Copa do Mundo, carrega a história de seu pai, que fugiu da guerra na antiga Iugoslávia. Ele destacou o orgulho de representar sua seleção em sua segunda participação em Copas do Mundo.



