A ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do Brasil, confirmou em entrevista exclusiva à ESPN que volta às competições em 2026 após um ano sabático iniciado em 2025. A pausa, segundo ela, foi decisão pessoal para preservar a saúde física e mental depois da campanha histórica com quatro pódios nos Jogos de Paris-2024.
Motivos da interrupção
Rebeca contou que comunicou primeiro a família, que apoiou imediatamente o afastamento. “Eles entenderam que era o momento certo”, afirmou. O período longe das arenas permitiu descanso, viagens e maior convivência com parentes, aspectos que a atleta considerou “essenciais para a cabeça e para o corpo”.
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Retorno sem pressa
A preparação para 2026, conduzida pelo técnico Chico, acontece de forma gradual. “Não estamos acelerando nada; preciso reforçar o corpo antes de retomar todos os aparelhos”, explicou. Ainda não há definição sobre quais torneios ela disputará na temporada.
Objetivos até 2028
Aos 26 anos, a campeã mundial mantém metas claras. Entre elas, ajudar a seleção feminina a garantir vaga nos Jogos de Los Angeles-2028 e conquistar uma medalha olímpica nas barras assimétricas, aparelho que considera favorito. Ela já possui títulos de Mundial e Copa do Mundo na prova, mas falta o pódio olímpico. “Se não vier, não muda minha história, mas vou treinar muito para que aconteça”, disse.
Desde agosto de 2025, Rebeca não compete no solo por conta das recorrentes lesões no joelho. O foco atual está nos três aparelhos restantes: trave, salto e barras.
Impacto no crescimento da ginástica
O sucesso em Tóquio-2021 e Paris-2024 impulsionou a procura por aulas de ginástica no país, observa a atleta. “Há mais vagas e ginásios para crianças e adolescentes em várias regiões”, comentou, lembrando que a modalidade também funciona como base motora para outros esportes.


Imagem: Internet
Liberdade de escolha no uniforme
Rebeca defendeu que cada ginasta use a roupa com a qual se sinta confortável. Ela citou o exemplo da equipe alemã, que competiu com macacões longos em Tóquio para combater a sexualização das atletas. “Se a colega prefere short, bermuda, calça ou collant cavado, precisa ser respeitada”, disse, elogiando a decisão da Federação Internacional de permitir os unitards — ainda que os shorts continuem vetados.
Mensagem às novas gerações
No encerramento, a recordista olímpica incentivou as jovens ginastas a criarem referências e acreditarem na própria força: “O empenho de verdade vem de dentro”.
