O Real Madrid continuou no topo do futebol europeu também fora dos gramados. De acordo com o relatório da consultoria Football Benchmark, o clube espanhol foi estimado em 7,7 bilhões de euros e permaneceu como a equipe mais valiosa da Europa pelo segundo ano consecutivo.
O valor de 7,7 bilhões de euros é o maior registrado pela consultoria desde o início do levantamento, em 2016. Segundo o estudo, o crescimento decorre de aumento das receitas comerciais, expansão da marca global e maior capacidade de geração financeira, além de investimentos em infraestrutura, como a modernização do estádio Santiago Bernabéu.
O relatório também aponta que o elenco estrelado contribuiu para a valorização institucional do clube. Jogadores como Kylian Mbappé, Vinícius Júnior e Jude Bellingham ampliaram o alcance comercial do Real em mercados estratégicos. Ainda conforme o estudo, o clube conseguiu conciliar investimento em contratações com crescimento de receitas recorrentes, mantendo competitividade esportiva sem comprometer sua estabilidade financeira.
O documento registra uma novidade: pela primeira vez a seleção espanhola convocou-se para a Copa do Mundo sem jogadores do Real Madrid.
Barcelona volta ao segundo lugar
O FC Barcelona aparece na segunda posição do ranking, com valor estimado em 5,9 bilhões de euros. A recuperação financeira do clube sucede período de crise e reorganização administrativa na Catalunha.
A conquista do Campeonato Espanhol e a ampliação de receitas comerciais ajudaram na valorização do Barcelona, que enfrentou temporadas marcadas por cortes salariais e dificuldades com regras de fair play financeiro. Apesar de limitações econômicas ainda vigentes, o clube superou grandes equipes inglesas e reduziu parte da distância para o rival madrilenho.
Premier League segue dominante na Europa
A Inglaterra manteve sua força financeira no futebol europeu: seis clubes da Premier League figuram entre os dez mais valiosos do continente. O Manchester City ficou em terceiro lugar, avaliado em 5,1 bilhões de euros.
O Manchester United caiu para a quarta colocação — a primeira vez que o clube sai do pódio desde o início do estudo — reflexo de temporadas com resultados irregulares e menor protagonismo continental. Em contraste, o Arsenal, campeão da Premier League, avançou da sétima para a quinta posição, registrando uma das maiores valorizações entre os clubes ingleses.
PSG amplia presença global
O Paris Saint-Germain também foi destaque: ultrapassou 4,5 bilhões de euros e acumulou uma expansão de 437% desde o início da série histórica analisada. O relatório aponta que o PSG reforçou sua posição entre os gigantes financeiros por meio de acordos comerciais, estratégias digitais e maior penetração internacional, mesmo com alterações no elenco e no projeto esportivo.
Transformação econômica do futebol europeu
O levantamento da Football Benchmark evidencia uma mudança acelerada na configuração econômica do futebol europeu. Clubes que combinam títulos, presença internacional e estabilidade administrativa ampliaram sua vantagem financeira sobre concorrentes.
Ao mesmo tempo, o ranking mostra como crises esportivas impactam diretamente o valor de mercado e a percepção institucional dos clubes, citando o Manchester United como exemplo dessa tendência. Apesar do domínio espanhol de Real Madrid e Barcelona em valor de marca e receitas, a pressão econômica da Premier League segue crescendo temporada a temporada.
O estudo reforça que desempenho esportivo continua relevante, mas já não explica sozinho o valor financeiro dos principais clubes europeus.

