Uma torcida organizada do Ceará realizou, na noite dessa terça-feira (26), um protesto em frente à sede do clube, em Porangabuçu, pedindo a saída do presidente João Paulo Silva e de membros da diretoria. A manifestação contou com bandeiras e fogos de artifício e foi acompanhada por equipes da Polícia Militar.
Intervenção da Polícia Militar
Segundo nota da corporação, parte do grupo tentou forçar um dos portões de acesso ao centro de treinamento. Em resposta, policiais do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRAIO) usaram instrumentos de menor potencial ofensivo, incluindo bombas de efeito moral, para dispersar os manifestantes.
Durante a ação, houve lançamento de pedras e garrafas contra o efetivo. Um subtenente foi atingido na cabeça e socorrido a um hospital, onde passou por sutura e foi liberado. Quatro homens, com idades entre 20 e 39 anos, foram conduzidos ao 7º Distrito Policial sob investigação por lesão corporal; após os procedimentos, eles foram liberados.
A PM informou ainda que manifestantes dispararam artefatos pirotécnicos em direção à estrutura da sede, o que motivou a intervenção por risco à segurança.
Contexto do protesto
O protesto ocorre em meio a insatisfação com as contas do clube: o balanço financeiro de 2025 apontou um déficit de R$ 85,6 milhões, o maior da história do Ceará. No campo, a equipe atravessa fase complicada na Série B, com derrota no campeonato estadual para o rival e eliminação precoce na Copa do Brasil. No Brasileirão da Série B, o Vozão ocupa a 11ª colocação, com 13 pontos (3 vitórias, 4 empates e 3 derrotas).
Nas redes sociais, a organizada anunciou público zero para a partida contra o Operário, marcada para domingo (31), às 16h, no Castelão. A decisão foi divulgada após o Conselho Deliberativo aprovar as contas de 2025.
Na sequência natural dos fatos, a Polícia Militar acompanhou a dispersão e registrou ocorrência no 7º Distrito Policial para apuração dos atos de desordem.

