No último dia 24, o Brasil conquistou uma vitória expressiva por 3 a 0 sobre a Escócia, em partida válida pelo Grupo C da Copa do Mundo. O destaque do jogo foi o jovem atacante Rayan, que teve papel fundamental no primeiro gol, ao desarmar o zagueiro Scott McKenna e assistir Vinícius Júnior para abrir o placar em Miami, nos Estados Unidos.
Aos 19 anos, Rayan fez história ao se tornar o mais jovem titular da seleção brasileira em uma Copa do Mundo desde Marco Antônio, que atuou na campanha do tri em 1970. Além disso, com a assistência a Vinícius, ele se tornou o mais novo jogador a dar uma assistência pelo Brasil em um Mundial em 40 anos, superando o recorde de Müller, que atuou na Copa de 1986, no México.
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“Tenho evoluído na parte defensiva desde o ano passado. Ele [Ancelotti] pede para a gente primeiro marcar e depois jogar. Essa parte é muito importante para a gente que está lá na frente, perto do gol. Trabalhando durante a semana, contra o Japão vai dar certo também”, afirmou Rayan durante a coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (26) no The Ridge, hotel da delegação brasileira em Nova Jersey.
O próximo desafio do Brasil será contra o Japão, em jogo que vale vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida está marcada para segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos. Rayan também comentou sobre os jogadores da seleção japonesa, em tom descontraído, ao ser questionado sobre quem deveria ser o foco da equipe brasileira: “Rapaz… Vou te falar que não sei o jogador mais perigoso, não [risos]. Só olhando no vídeo mesmo. Vamos trabalhar para dar nosso melhor e sairmos com a vitória”, disse.
O atacante destacou ainda a influência do técnico Fernando Diniz em sua evolução, especialmente na parte defensiva, quando atuou no Vasco em 2025, onde se destacou ao marcar 20 gols na temporada. Essa performance fez com que ele se tornasse o primeiro jogador revelado pelo Cruzmaltino a atingir essa marca desde Edmundo, em 2008.
“O Diniz sempre vai ser um pai. Na minha parte defensiva, como todo mundo viu no jogo passado, ele me ajudou bastante nisso. Se deixar, ele me liga quase todo dia [risos]. Vou levar para sempre no coração”, declarou Rayan, que também fez questão de agradecer ao técnico Andoni Iraola, que o treinou no Bournemouth, onde se transferiu em janeiro.
Rayan também refletiu sobre suas origens, lembrando que cresceu na Barreira do Vasco, uma comunidade próxima ao Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. Filho de Valkmar, ex-jogador do Vasco, ele compartilhou momentos de sua infância, enfatizando o orgulho de sua trajetória: “A gente sabe do sofrimento que passou lá atrás. É um sentimento de muito orgulho. Quando criança, a gente trabalha para viver esse momento. Chegou o meu momento. Quero aproveitar o máximo possível, que é trazer o hexa para o Brasil”, concluiu Rayan.

