A 100ª Corrida Internacional de São Silvestre, marcada para esta quarta-feira (31), terá como um dos principais candidatos ao pódio o queniano Wilson Maina, atleta que vive no Brasil e já iniciou o processo para obter a cidadania brasileira.
Favorito mora em Minas Gerais
Residente em Pouso Alegre (MG), Maina afirmou, em coletiva na véspera da prova, que pretende manter a ligação com o Quênia, mas que correr com passaporte brasileiro teria “um significado muito especial”. O corredor ganhou a SPCity Marathon em julho vestindo a camisa do Pouso Alegre Futebol Clube e, no início de dezembro, venceu a Volta Internacional da Pampulha.
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Retrospecto na prova paulista
Na edição de 2024, o queniano liderou boa parte do percurso, mas um problema no tênis o fez terminar em sétimo lugar. Desde 2010, quando Marilson Gomes dos Santos venceu, nenhum brasileiro cruza a linha de chegada em primeiro entre os homens; no feminino, o último triunfo nacional foi o de Lucélia Peres em 2006. A hegemonia recente é principalmente de etíopes e quenianos, com exceção do bareinita Dawit Admasu, campeão em 2017.
Coletividade africana x individualismo brasileiro
Maina atribui o jejum brasileiro ao método de preparação:
“No Quênia, corremos juntos e nos ajudamos; aqui vejo cada um treinando sozinho”, disse o atleta, destacando a importância do apoio coletivo para superar momentos difíceis.
Brasileiro tenta quebrar jejum
A principal esperança local é Jonathas Cruz, quarto colocado em 2024 e sexto em 2023. O corredor relatou que, desde janeiro, ouve cobranças sobre a possibilidade de vitória: “Agora a pressão dura o ano inteiro”, comentou.
Horários de largada
A prova feminina larga às 7h40 (horário de Brasília), e a masculina, às 8h05, nas ruas da capital paulista.
Com a expectativa de casa cheia e a celebração da centésima edição, a São Silvestre volta a colocar em disputa o domínio africano e o desejo brasileiro de retomar o topo do pódio.


