Estudantes de Minas Gerais criaram um queijo nas cores do Brasil usando maracujá, pesto e flor clitória. A novidade une ciência e criatividade em homenagem à Seleção.
A paixão pela Copa do Mundo inspirou uma criação inovadora em Minas Gerais. Alunos do curso superior de Tecnologia em Laticínios do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig-ILCT), localizado em Juiz de Fora, desenvolveram um queijo com as cores verde, amarelo e azul, em homenagem à Seleção Brasileira.
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A proposta une criatividade, técnica e ingredientes naturais. As cores da bandeira brasileira foram obtidas sem a utilização de corantes artificiais: o amarelo vem do maracujá, o verde do molho pesto e o azul é produzido a partir do pó da flor clitória.
Enquanto o queijo amadurece em Juiz de Fora, a Seleção Brasileira segue sua trajetória na Copa do Mundo. Após vencer o Haiti, o Brasil volta a campo contra a Escócia pelo Grupo C. A partida terá transmissão pela TV Globo, ge TV e Sportv, além de cobertura em tempo real pelo ge.
“Todo início do semestre eu estimulo os alunos a terem ideias, a tentar fazer um queijo diferente. Nesse semestre a gente teve duas coisas: a Copa do Mundo e a exposição do Minas Láctea”, explicou a professora Denise Sobral.
Segundo Denise, o desenvolvimento da receita exigiu uma série de testes até que os alunos chegassem ao resultado desejado. “Fizemos testes e descobrimos que essa combinação de cores e sabores resultava em um queijo muito bom. No primeiro dia, as camadas não ficaram muito bonitas e realizamos diversos testes para alcançar esse queijo atrativo. As pessoas que tiveram a oportunidade de prová-lo se surpreenderam, pois a combinação de sabores ficou excelente”, contou.
Apesar da aparência já chamar atenção, o queijo ainda está passando pelo processo de maturação e não atingiu o sabor definitivo. A expectativa é que ele esteja pronto durante a semana da decisão da Copa do Mundo, que coincidirá com a realização do Minas Láctea, um dos maiores encontros do setor de laticínios do país, em Juiz de Fora, entre os dias 14 e 16 de julho.
“Apesar de já estar com esse formato, ele ainda não está com sabor apurado, porque vai adquirindo sabor e formando casca ao longo da maturação”, explicou a professora.
O evento do Minas Láctea deve coincidir com a expectativa da reta final do Mundial. “Estamos torcendo para o Brasil ganhar. Se ganhar, vamos comemorar como os mineiros gostam, que é com muito queijo. Então, será uma comemoração com a cara do nosso estado”, disse Denise.
O queijo não será comercializado. A criação foi desenvolvida como uma atividade acadêmica e ficará disponível apenas para degustação durante o evento. “Para comercializar, a gente precisa ter rótulo e uma série de exigências legais. Foi só uma brincadeira que fizemos na aula, que ficará disponível para degustação”, concluiu.



