O Masters 1000 de Xangai terá, neste domingo (12), uma final totalmente inesperada e familiar. Valentin Vacherot, monegasco de 26 anos e apenas 204º colocado do ranking da ATP, superou o sérvio Novak Djokovic por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, e garantiu vaga inédita na decisão da competição chinesa.
Do outro lado da quadra estará o primo Arthur Rinderknech, 54º do mundo. O francês precisou de três sets para derrotar Daniil Medvedev, 18º do ranking e 16º cabeça de chave, por 4/6, 6/2 e 6/4. A partida decisiva está marcada para às 5h30 (horário de Brasília).
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A campanha histórica de Vacherot
Com a vitória sobre Djokovic, Vacherot tornou-se o finalista mais bem colocado fora do topo do ranking na história dos torneios ATP Masters 1000 — criados em 1990. O recorde anterior pertencia ao romeno Andrei Pavel, 191º do mundo na final do Masters de Paris, em 2003. Ao fim da semana, o monegasco já assegurou subida provisória para a 58ª posição.
Até chegar à decisão, o tenista de Mônaco eliminou, além de Djokovic, nomes como Holger Rune e Tallon Griekspoor, ambos colocados à frente no ranking.
Rinderknech comemora “conto de fadas”
Após a semifinal, Rinderknech chamou o primo à quadra para um abraço e falou sobre a campanha de ambos. “Nem nos melhores sonhos poderíamos imaginar isso. A partir das quartas começamos a acreditar jogo a jogo e aqui estamos. É incrível”, afirmou o francês, que deve aparecer na 28ª colocação na próxima lista da ATP.
Djokovic sente dores, mas exalta rival
Atual tetracampeão em Xangai, Djokovic, 38 anos, solicitou atendimento médico por dores no quadril ainda no primeiro set. Mesmo assim, evitou colocar a derrota na conta do problema físico. “Tudo gira em torno dele. O melhor jogador venceu hoje. É uma história incrível”, elogiou o sérvio, dono de 24 títulos de Grand Slam.
Vacherot e Rinderknech buscam, agora, o primeiro troféu de ATP de suas carreiras — e prometem levar a celebração para dentro da família.

