As manifestações de torcidas organizadas do Flamengo nos últimos dias provocaram respostas opostas entre jogadores e dirigentes. Enquanto atletas relatam desconforto com a abordagem fora do ambiente de trabalho, a cúpula rubro-negra classifica os atos como legítimos e pacíficos.
Protesto no CT e veto à entrada
No sábado (2.mar.2026), torcedores levaram cartazes de cobrança ao portão do Centro de Treinamento Ninho do Urubu, na Zona Oeste do Rio. O grupo tentou entrar para dialogar com o elenco, mas a diretoria barrou o acesso — prática que, segundo o clube, já vigorava em gestões anteriores. Um dos líderes do plantel chegou a se oferecer para conversar, sem sucesso.
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Monitoramento fora dos gramados
Após a negativa, membros das organizadas afirmaram que passariam a acompanhar a rotina dos jogadores fora do CT. No mesmo fim de semana, representantes das torcidas apareceram em uma festa de aniversário do volante Evertton, episódio que aumentou a sensação de invasão de privacidade entre os atletas.
Reação do elenco
Nenhum jogador se pronunciou publicamente, mas pessoas próximas relatam incômodo com o monitoramento da vida social. A avaliação interna é de que a torcida ultrapassou o limite ao acompanhar atividades particulares dos profissionais.
Posicionamento da diretoria
Para a diretoria, as reclamações apresentadas pelos torcedores foram consideradas “legítimas” e não houve ameaça à integridade física dos atletas. O clube, no entanto, reafirma que não permitirá a entrada de organizadas no CT e garante que tomará providências se houver riscos de violência.
Nota oficial
No domingo (3.mar.2026), o Flamengo divulgou comunicado em que reconhece que o início de temporada ficou “abaixo das expectativas”. No texto, a administração avisa que quaisquer decisões sobre o futebol serão tomadas “com responsabilidade e baseadas em fatos, jamais em especulações ou pressão externa”. A nota também destaca que o elenco conhece os “códigos de conduta” exigidos pelo alto rendimento.
Até o momento, não estão previstas mudanças imediatas na rotina do departamento de futebol, e o monitoramento de possíveis novas manifestações seguirá sob avaliação interna.
