O encontro entre Palmeiras e Flamengo na final da Conmebol Libertadores tende a reproduzir, em versão sul-americana, o estilo de marcação visto recentemente em grandes clubes europeus. De um lado, Abel Ferreira mantém o esquema de pressão constante e perseguições individuais; do outro, Filipe Luís busca saídas para neutralizar a estratégia palmeirense.
Ao longo da temporada, o Palmeiras registrou 125 gols, 10 deles iniciados por recuperações de bola já no campo de ataque. O modelo também gerou escanteios, laterais e posse prolongada que, em sequência, resultaram em bolas na rede.
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A tática, contudo, falhou no duelo do segundo turno do Brasileirão, no Maracanã. Na vitória rubro-negra por 3 a 2, o primeiro gol nasceu de um passe rasteiro do goleiro Rossi para Giorgian De Arrascaeta. Mesmo seguido por Gustavo Gómez, o meia tabelou com Pedro e ficou livre diante de Carlos Miguel, aproveitando o espaço deixado pela ausência de um jogador de sobra na defesa alviverde.
Embora Abel Ferreira adote marcação por zona, o treinador vem ampliando perseguições individuais, sobretudo em tiros de meta adversários, espelhando práticas de Arsenal, Paris Saint-Germain, Juventus e Bayern de Munique. Na última Copa do Mundo de Clubes, o Bayern venceu o Flamengo por 4 a 2; todos os gols foram fruto de pressão alta, inclusive os que surgiram após escanteios conquistados dessa forma.
Ciente do risco, Filipe Luís trabalha para reduzir erros na saída de bola. O técnico rubro-negro busca alternativas para escapar do assédio palmeirense e evitar que a partida repita o roteiro visto no Maracanã. Do lado verde, a ordem é não conceder os contra-ataques que comprometeram o sistema sem sobra.
Com as duas equipes apostando em conceitos modernos de pressão e resposta rápida, a decisão continental será palco de um duelo tático alinhado ao que se pratica nos principais centros do futebol mundial.


