Gabriele Gravina renunciou nesta quinta-feira (2) à presidência da Federação Italiana de Futebol (FIGC), poucos dias após a eliminação que manteve a seleção fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. A saída foi comunicada em nota oficial da entidade.
De acordo com o comunicado, Gravina, de 72 anos, informou ao conselho que entregou o mandato recebido em fevereiro de 2025 e convocou uma assembleia extraordinária para 22 de junho, em Roma, a fim de definir seu sucessor. Ele ocupava o cargo desde 2018 e também é vice-presidente da Uefa, com ligação próxima ao presidente Aleksander Ceferin.
📖 Leia Também
Pressão interna e fracassos recentes
Sob a gestão de Gravina, a Itália conquistou a Eurocopa em 2021, mas não se classificou para as Copas de 2022, no Catar, e de 2026, que será disputada de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte. A equipe ainda caiu nas oitavas de final da Euro 2024, registrando a pior campanha da história do país em torneios continentais.
A derrota da última terça-feira, em Zenica, intensificou os pedidos por mudanças. O ministro dos Esportes, Andrea Abodi, declarou que “o futebol italiano precisa ser refundado” e cobrou a renovação da cúpula da FIGC, classificando o insucesso como “terceiro apocalipse”.
Buffon entrega o cargo
A crise também atingiu a comissão técnica. Gianluigi Buffon, ex-goleiro da seleção, pediu demissão do posto de gerente-geral do time nacional. A imprensa local aponta que o técnico Gennaro Gattuso, contratado em junho de 2025, deve seguir o mesmo caminho antes da assembleia marcada para junho.


Imagem: Internet
Para a sucessão de Gravina, o nome mais citado é o de Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Italiano e do comitê organizador dos Jogos de Inverno de 2026 em Milão-Cortina.

