Sadettin Saran, presidente do Fenerbahçe e cidadão turco-americano, foi detido na capital econômica turca nesta quarta-feira, 24, poucas horas depois de exames de cabelo indicarem traços de substâncias ilícitas, informou a emissora estatal TRT.
A prisão faz parte de uma investigação conduzida pela Procuradoria-Geral de Istambul que, desde o início de dezembro, já resultou na detenção de mais de uma dezena de pessoas ligadas ao entretenimento e à mídia, incluindo apresentadores de televisão, jornalistas, cantores, atores e influenciadores digitais. Os suspeitos enfrentam acusações que variam de produção e tráfico de drogas a facilitação da prostituição.
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Intimado e submetido a exames
Saran havia sido intimado na semana passada a prestar depoimento e encaminhado a um laboratório para fornecer amostras de cabelo e sangue. Na ocasião, foi interrogado sob suspeita de distribuir e facilitar o consumo de entorpecentes.
Manifesto do clube
Em nota oficial, o Fenerbahçe declarou apoio ao dirigente e garantiu que as atividades do clube não serão afetadas. “Temos plena confiança de que nosso presidente superará este processo com o mesmo bom senso e a mesma firmeza que sempre demonstrou”, diz o comunicado.
Defesa de Saran
Também nesta quarta-feira, o presidente divulgou pronunciamento contestando o resultado do exame e afirmando nunca ter consumido a droga apontada. Ele informou que pedirá oficialmente uma nova análise.
Antecedentes no clube
A agremiação já viveu turbulências judiciais anteriormente. Em 2012, o então presidente Aziz Yildirim passou mais de um ano preso por suspeita de manipulação de resultados e acabou absolvido em novo julgamento. O Fenerbahçe também foi alvo de outra investigação sobre apostas ilegais e aliciamento de partidas. Além do futebol, o clube mantém equipes de basquete, vôlei, atletismo, natação e outras modalidades.

