O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, encaminhou à Comissão de Ética do clube um pedido de afastamento cautelar de Romeu Tuma Jr., que preside o Conselho Deliberativo. A iniciativa ocorre depois da reunião da última segunda-feira (9), convocada para discutir a reforma estatutária, ter sido encerrada em meio a uma confusão entre os dois dirigentes no Parque São Jorge.
Segundo Stabile, Tuma o teria ameaçado dentro das dependências do clube: “Ou você faz o que eu quero ou eu vou te f****”, relatou o mandatário corintiano a jornalistas logo após o encontro ser interrompido. O presidente do Conselho nega a acusação.
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Discussão começou antes, em pizzaria
De acordo com Stabile, o clima já estava tenso desde a sexta-feira (6). Naquela noite, ambos jantavam em uma pizzaria quando Tuma teria sido confrontado por um torcedor identificado como Osni Fernando Luiz, o “Cicatriz”. Depois do bate-boca, o conselheiro teria passado pela mesa do presidente do clube e feito a suposta ameaça.
Romeu Tuma Jr. apresentou outra versão. Ele informou ter registrado um boletim de ocorrência ainda na sexta-feira contra o associado “Cicatriz” por intimidação e ameaça, destacando que o presidente do Corinthians e seguranças do clube presenciaram o episódio sem intervir. O dirigente também citou, no documento, a possível recontratação do ex-segurança Aldair Borges, investigado por ter atrapalhado a atuação da Polícia em reunião anterior do Conselho. Stabile nega que o profissional tenha voltado ao quadro de funcionários.
Envio de imagens e pedido de investigação
Na manhã de segunda (9), antes da sessão do Conselho, Tuma disse ter encaminhado cópia do boletim de ocorrência ao presidente da Comissão de Ética, solicitando que fossem requisitadas imagens internas para comprovar seus relatos sobre a discussão na pizzaria e a circulação do segurança nas instalações do clube. Ele ressaltou que, até então, não havia feito representação contra Stabile, mas apenas buscava a apuração dos fatos.


Imagem: Corinthians e cobranças pod chegar
Segundo pedido de afastamento em dois anos
É a segunda vez que Tuma enfrenta solicitação de afastamento por parte de um presidente do Corinthians. Em janeiro de 2025, Augusto Melo já havia questionado, sem êxito, a imparcialidade do dirigente na condução do processo de impeachment que o derrubaria meses depois, em agosto do mesmo ano.
O pedido atual de Osmar Stabile será analisado pela Comissão de Ética, que poderá recomendar ou não o afastamento temporário de Romeu Tuma Jr. enquanto prosseguem as investigações internas.

