O Botafogo encara o Palmeiras sem Alex Telles em meio a turbulência nas negociações do clube. João Paulo Magalhães Lins atua como elo com Gabriel de Alba, e a GDA já aportou US$25 milhões.
Vindo de derrotas, o Botafogo deve encarar o Palmeiras sem Alex Telles. Em meio ao momento esportivo, a transição da venda da SAF para a GDA tem contado com grande participação do presidente do clube social, João Paulo Magalhães Lins, apontado nos bastidores como elo direto com o empresário Gabriel de Alba.
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A chegada de Gabriel de Alba como investidor foi tratada como um avanço nas negociações e culminou na assinatura do acordo vinculante para a venda da SAF. Segundo o material, a GDA já colocou US$ 25 milhões em aportes desde então — valor que não inclui o empréstimo de US$ 25 milhões recebido em fevereiro para pagamento de dívida relacionada a Almada. Esses recursos ajudaram o clube a equilibrar as contas, manter salários em dia e trabalhar no mercado de transferências.
Nos bastidores, João Paulo aparece como articulador de mudanças no departamento de futebol. Foi ele quem teria conversado com Gabriel de Alba para que o investidor deixasse de ser apenas um credor e passasse a assumir a SAF. Também foi João Paulo quem apareceu na entrada do Espaço Lonier para dialogar com torcedores que protestaram contra o momento do time.
No departamento, houve entradas de profissionais com histórico de trabalho ao lado de João Paulo no Boavista. Marcelo Salles, conhecido como “Fera”, e Ronaldo Torres foram anunciados para integrar a comissão técnica. Thiago Alves foi contratado como novo gerente de futebol, com atribuições de logística e administração. Paulo Bonamigo havia sido cotado para coordenador técnico, mas desistiu após rejeição de parte da torcida.
“mais cabeças brancas”
A ideia de João Paulo, conforme o texto, era justamente ter “mais cabeças brancas”, ou seja, nomes com experiência para o clube. Marcelo Salles assumiu como auxiliar da comissão permanente e tem passagem recente como auxiliar de Renato Gaúcho; Ronaldo Torres retorna com histórico no clube, inclusive no título brasileiro de 1995.
As mudanças fora de campo não teriam alterado funções de quem permaneceu desde a era Textor. Deive Bandeira segue como diretor de “player trading”, responsável pelas saídas; Brunno Noce mantém a função de head scout, lidando com as contratações; e Léo Coelho opera como diretor de futebol, articulando os dois setores. As decisões importantes passam pelo diretor-geral da SAF, Eduardo Iglesias, e precisam estar alinhadas com a GDA.
Na janela atual, o clube adotou perfil mais moderado, buscando nomes fora do radar e evitando investimentos elevados, o que proporcionou alívio na folha salarial diante de várias saídas. Há também movimentações para o ataque: o Botafogo procurou Cebolinha, do Flamengo, e busca outras opções.
Sobre o comando técnico, João Paulo, Eduardo Iglesias e Gabriel de Alba dialogam diariamente para as decisões mais relevantes. O clube avalia a contratação de um treinador de renome internacional ou um técnico brasileiro experiente, mas ainda não definiu o perfil; enquanto isso, Rodrigo Bellão seguirá no comando. Ainda consta que uma reunião na chegada de Gabriel de Alba ao Brasil, em agosto, definiu a demissão de Franclim Carvalho.
Nos bastidores, nada indica, por ora, que João Paulo deixará de ter papel relevante nas decisões do Botafogo após a conclusão formal da venda da SAF, já que se tornou interlocutor próximo de Gabriel de Alba e principal ligação entre o investidor e o clube no Brasil.
Há também menção à contratação do zagueiro Arthur Chaves, destacada como informação do setorista sobre reforço para a defesa do clube.


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