O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, anunciou nesta quinta-feira, 26, que a inscrição “Brasa” não será utilizada no meião do uniforme principal da seleção brasileira até a Copa do Mundo. O termo fazia parte da campanha publicitária “Vai, Brasa!”, criada pela Nike, fornecedora de material esportivo da equipe nacional.
Segundo Xaud, a decisão foi tomada após as primeiras reações negativas ao slogan. “Respeito a bandeira e a camisa da seleção. Nosso nome é Brasil”, declarou o dirigente em entrevista à ESPN. Ele afirmou que tomou conhecimento do uso da palavra apenas depois que a campanha foi lançada e que a CBF não havia aprovado a inclusão do termo no uniforme.
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Polêmicas anteriores com o uniforme
Logo que assumiu o cargo, Xaud já havia barrado a proposta de lançamento de uma camisa vermelha, por entender que as cores da seleção devem permanecer verde e amarela. À época, o dirigente justificou a decisão com argumentos de patriotismo e identidade cultural, lembrando que a entidade não pretende misturar futebol com posicionamentos políticos.
Contrato com a patrocinadora
O presidente explicou que todas as ações de marketing da Nike precisam ser debatidas com a atual gestão. “Pegamos um contrato de gestões anteriores e, a partir de agora, tudo precisa passar por discussão para evitar polêmicas, principalmente as que envolvam política”, disse.
Depois de avaliar a repercussão negativa, Xaud comunicou oficialmente à fornecedora que o slogan não poderá figurar em nenhuma peça do uniforme de jogo. “Não haverá ‘Brasa’ no nosso futebol. É uma questão de respeito ao uniforme e à bandeira”, reforçou.


Imagem: Internet
Com a decisão, a Nike mantém a campanha publicitária, mas sem qualquer referência a “Brasa” nos materiais usados em campo. A CBF garante que o conjunto principal da seleção continuará apenas com os tradicionais verde e amarelo e a palavra “Brasil” gravada no meião.
