Artilheiro da Macaca no torneio, o atacante assume o papel de líder em momento crítico. Com sete jogos sem vencer, o clube luta para escapar do rebaixamento.
Campinas, SP, 19 – O atacante William Pottker decidiu assumir a responsabilidade em um dos momentos mais difíceis da Ponte Preta na temporada. Após cumprir suspensão automática na derrota para o Juventude, ele retorna ao time e reconhece o peso do jejum de sete partidas sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. Pottker é uma das principais lideranças do elenco e trouxe à tona a preocupação com o rebaixamento e os desafios enfrentados nos bastidores do clube.
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O jogador, que marcou os gols nas únicas vitórias da Macaca no torneio, contra Avaí e América-MG, sabe que sua performance é crucial. Com a Ponte Preta na vice-lanterna, acumulando apenas oito pontos, Pottker colocou a pressão sobre si mesmo.
“Certamente, eu sou um dos caras que tem que chamar essa responsabilidade. A vitória passa muito por mim. Eu estando bem, fazendo gols, como você falou, as vezes que eu fiz gols, a gente conseguiu o êxito. Então me cobro bastante, trago essa responsabilidade para mim, até porque a gente tem que ser inteligente o suficiente para entender quem tem que chamar essa responsabilidade. Eu sou um desses caras”, declarou o camisa 9.
O atacante também fez um desabafo sobre a situação do clube, destacando que, caso a Ponte Preta seja rebaixada, ele será um dos nomes mais lembrados. “Eu sou um desses caras que, de certa forma, se a Ponte Preta vier a ser rebaixada, vão lembrar muito mais do Pottker. Então eu me incomodo muito com isso. Mas é o trabalho. Foi assim que eu fiz os dois primeiros gols e é assim que vai ser nesse próximo ciclo, com esse novo trabalho”, completou.
O início do trabalho do técnico Márcio Zanardi foi visto por Pottker como um fator motivacional importante. O atacante elogiou o perfil do novo comandante, que é conhecido por sua competitividade.
“Foi um acerto. Era um perfil que a gente necessitava para esse momento, um cara que adora competir. No meu ponto de vista, a gente precisava desse oxigênio novo. É um cara que cobra bastante. Independente da situação, é o que temos, então a gente tem que entender onde a gente está, o que a gente tem e lutar com o que a gente tem”, avaliou.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDPottker também ressaltou a importância da entrega física dos atletas para a superação da fase negativa. Para ele, o foco deve ser na competitividade e na vontade de vencer os duelos.
“Pelos anos que eu joguei de Série B e pelo que eu venho passando aqui na Ponte, acho que o mínimo que a gente tem que ter é competitividade. Você querer ganhar duelo, ver cada bola como se fosse a última. Qualidade técnica e qualidade de jogo é difícil exigir por tudo que vem passando na Ponte, em questão de montagem de elenco, troca de treinadores. É difícil implementar, é difícil colocar a parte técnica fina dentro do que a Ponte vem passando. Mas a vontade de querer ganhar duelo sem bola está dentro do jogador”, analisou.
Além de suas preocupações em campo, Pottker não se esquivou de discutir questões extracampo, como os atrasos salariais e a falta de evolução nas instalações do Estádio Moisés Lucarelli. “É claro que o salário incomoda, coisas tinham que melhorar aqui dentro e têm que melhorar. Eu joguei aqui há dez anos e parece que retrocedeu, parece que estou em 2005”, concluiu.
Com o objetivo de quebrar a sequência de seis derrotas e um empate nos últimos sete jogos, a Ponte Preta volta a campo na próxima segunda-feira (22), às 20h, para enfrentar o Novorizontino em um clássico regional no Estádio Majestoso.

