Os portões do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas (SP), amanheceram pichados nesta terça-feira (14). A ação, atribuída a torcedores organizados do Guarani, ocorreu depois de o clube ficar sem a vaga de acesso na Série C do Campeonato Brasileiro.
Protesto mira diretoria
As pichações refletem a insatisfação de parte da torcida com o Conselho de Administração e com o presidente Rômulo Amaro. Amaro assumiu o comando alviverde ainda na disputa da Série B de 2026, após a saída de Ricardo Moisés e a renúncia de André Marconatto ao cargo executivo.
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Desde então, o Guarani foi rebaixado para a Série C na condição de lanterna, fez campanha mediana no Campeonato Paulista e, já em 2027, adotou um elenco majoritariamente jovem na competição estadual. Na Série C, resultados negativos nas primeiras rodadas levaram a sucessivas trocas de treinador, executivo de futebol e vários jogadores. Mesmo assim, a equipe chegou ao quadrangular decisivo, mas tropeços diante de Náutico e Brusque impediram o retorno à Série B.
Gestão questionada
Torcedores também relacionam o protesto a episódios anteriores, como a tentativa de venda do mando de campo contra o Palmeiras, pelo Paulistão, para Londrina (PR). Pressionada pelas organizadas, a diretoria cancelou a operação. Na ocasião, a empresa responsável ameaçou acionar a Justiça cobrando R$ 3 milhões em indenização; um acordo preliminar previu ressarcimento parcial com a antecipação da renda líquida do confronto, mas o assunto não voltou a ser tratado publicamente.
Com eleições executivas próximas, a atual gestão desponta como favorita à reeleição, já que opositores não sinalizaram interesse em lançar candidatura.

