Vice-lanterna da Série B, a Ponte Preta convoca reunião para o dia 17 de junho visando aprovar a criação de uma SAF. O clube enfrenta salários atrasados e problemas administrativos graves.
A Ponte Preta, um dos clubes mais tradicionais do Brasil, atravessa uma das maiores crises de sua história e se prepara para um momento decisivo que pode definir seu futuro. No próximo dia 17 de junho de 2026, a diretoria convoca uma reunião no Estádio Moisés Lucarelli para votar a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), um tema que gerou polêmica entre torcedores e conselheiros.
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Atualmente, a Ponte Preta ocupa a vice-lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro, acumulando apenas oito pontos em 13 partidas. A situação do clube se agrava com salários atrasados e problemas administrativos que começaram em 2025, quando a equipe conquistou o inédito título da Série C, mesmo enfrentando dificuldades financeiras.
O clima de incerteza e descontentamento entre os torcedores é palpável. Os atuais dirigentes afirmam que a manutenção do clube no modelo associativo é inviável, levando a proposta de transformação em SAF como uma solução. Porém, muitos opositores veem essa mudança como uma forma de manter interesses pessoais e criticam a falta de transparência nas decisões da diretoria.
“A constituição da SAF visa apenas evitar o aumento da carga tributária que será imposto pela reforma tributária em curso no país”, esclareceu a mesa diretora do Conselho Deliberativo.
Os torcedores foram pegos de surpresa com a convocação para essa votação, uma vez que não houve comunicação prévia sobre a proposta. Muitos questionam se essa é realmente a melhor saída para o clube, que já passou por momentos difíceis, incluindo a debandada de jogadores e problemas legais por falta de cumprimento de direitos trabalhistas.
A reunião do dia 17 terá como foco a possibilidade de a Ponte Preta tornar-se uma SAF, o que garantiria à instituição 100% das ações e uma redução significativa na carga tributária, passando a pagar apenas 5%. No entanto, a diretoria enfatiza que não há planos de venda do clube ou parcerias com investidores no momento.
Em fevereiro de 2026, o presidente Luiz Torrano já havia comentado sobre o tema, expressando a necessidade de um parceiro sólido para uma eventual SAF, mas ressaltando que, até aquele momento, não havia propostas atrativas. Enquanto isso, a pressão aumenta e a torcida se divide entre os que acreditam na mudança e aqueles que temem pelas consequências.
Nos próximos dias, a Ponte Preta não apenas lutará por sua sobrevivência dentro de campo, mas também enfrentará um dos momentos mais críticos de sua história fora dele. O futuro do clube está em jogo e a decisão do dia 17 pode ser determinante para a trajetória da Macaca nos próximos anos.





