Auditoria nas negociações da SAF mostra custo mensal de R$ 4 milhões contra receita de R$ 1,2 milhão, gerando prejuízo mensal de R$ 2,8 mi. O rombo anual é de R$ 33,6 mi e a dívida total chega a R$ 320 mi.
Campinas, SP, 31 de julho de 2026 – A auditoria financeira que sustenta as negociações para a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na Ponte Preta expôs a grave situação econômica do clube. O documento aponta que a Macaca apresenta um custo operacional mensal aproximado de R$ 4 milhões, enquanto a arrecadação no mesmo período é de apenas R$ 1,2 milhão.
📖 Leia Também
Essa diferença resulta em um prejuízo mensal de cerca de R$ 2,8 milhões, o que culmina em um déficit anual de R$ 33,6 milhões. Esse valor está alinhado ao balanço financeiro de 2025, que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo, apontando um rombo de R$ 33 milhões.
O levantamento técnico também indica que o endividamento total da Ponte Preta gira em torno de R$ 320 milhões, quantia que não inclui o débito referente ao IPTU, estimado em aproximadamente R$ 20 milhões. Entre 25% e 30% do passivo total são compostos por cobranças de natureza tributária.
A análise comparativa realizada serviu de base para que os responsáveis pela reestruturação do clube pudessem delinear estratégias de saneamento e recuperação econômica da instituição de Campinas.
A auditoria fundamenta uma proposta de SAF avaliada em R$ 1 bilhão, que agora aguarda apreciação do Conselho Deliberativo antes de ser submetida à votação dos sócios. O plano de investimentos inclui R$ 300 milhões destinados exclusivamente à quitação gradual das dívidas.
Além disso, a proposta prevê R$ 300 milhões para o futebol profissional e a base ao longo de dez anos, R$ 400 milhões para a modernização do Estádio Moisés Lucarelli e do Centro de Treinamento, juntamente com um aporte inicial de R$ 10 milhões vinculado a requisitos jurídicos e contratuais.

