Jogadores da Ponte Preta decidiram entrar em greve após acumularem atrasos salariais que, segundo relatos internos, chegam a sete meses. A paralisação veio à tona em 22 de dezembro, em Campinas, e expôs novamente a delicada situação financeira do clube.
Durante a campanha vitoriosa na Série C do Campeonato Brasileiro, o técnico Marcelo Fernandes pediu ao elenco que mantivesse o foco mesmo diante dos débitos, evitando que o problema afetasse o desempenho em campo. A estratégia funcionou até a conquista do título, mas, sem avanços na quitação das pendências, o grupo interrompeu as atividades.
📖 Leia Também
Diretoria sob cobrança
O ex-presidente Marco Eberlin, que esteve à frente do clube durante o período dos atrasos, prometeu diversas vezes regularizar os pagamentos, mas não cumpriu o compromisso. Após a eleição de chapa única, Eberlin cedeu o cargo máximo ao juiz aposentado Luiz Antonio Torrano, mantendo, porém, o grupo de situação no comando da Ponte. Mesmo com a mudança, a gestão ainda não apresentou solução para o transfer ban imposto ao clube e para a dívida com o elenco.
Nos bastidores, conselheiros e torcedores cobram explicações sobre eventuais tentativas de antecipação de cotas da Federação Paulista de Futebol referentes ao Paulistão de 2026, medida que poderia aliviar o caixa no curto prazo. Sem sinal de acordo ou nova fonte de receita, cresce a pressão por uma eventual renúncia coletiva caso a diretoria não encontre saída para a crise.
Enquanto o impasse continua, a Ponte Preta busca alternativas para evitar prejuízos esportivos e garantir a inscrição de atletas na próxima temporada.

