Clube tem 45 dias para pagar R$ 227 mil a Luis Haquin. Caso não quite o débito, a Macaca será impedida de registrar reforços por até três janelas.
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A Ponte Preta volta a enfrentar fantasmas jurídicos nos tribunais da FIFA. O clube foi notificado sobre uma dívida de R$ 227.777,75 com o zagueiro Luis Haquin, referente à sua passagem pelo estádio Moisés Lucarelli em 2024. A decisão da Câmara de Resoluções da entidade máxima do futebol impõe um prazo de 45 dias para o pagamento; caso contrário, uma nova punição de “transfer ban” será aplicada.
Se a dívida não for liquidada no prazo estipulado, a Ponte ficará proibida de registrar novos atletas por até três janelas de transferências. Esta já é a terceira vez em um período recente que o clube se vê ameaçado por esse tipo de sanção.
Entenda o Caso
Haquin, que atualmente defende o Al-Tai, da Arábia Saudita, e é capitão da seleção da Bolívia, acionou a FIFA cobrando inicialmente cerca de R$ 500 mil. A entidade aceitou o pedido parcialmente. Como o contrato de empréstimo (junto ao Bolívar) previa a FIFA como foro para divergências contratuais, o processo tramitou diretamente na Suíça.
A passagem de Luis Haquin pelo Majestoso foi discreta e marcada por poucas oportunidades. O defensor atuou em apenas 13 partidas e chegou a ficar seis meses sem entrar em campo, sendo a quinta opção do então técnico Nelsinho Baptista, que priorizava outros nomes no elenco.
Pressão Financeira
A diretoria da Ponte agora corre contra o tempo para evitar o bloqueio de registros, o que comprometeria o planejamento para a sequência da temporada de 2026. O valor, embora menor do que a pedida inicial do atleta, representa mais um peso no já apertado orçamento da Macaca, que tenta equilibrar as contas enquanto busca resultados em campo.

