O gol anulado da Croácia no último minuto dos acréscimos, que poderia ter empatado a partida contra Portugal, gerou polêmica em torno da tecnologia da “bola inteligente”. Esse equipamento conta com um sensor que identifica o momento exato em que a bola é tocada, trazendo à tona discussões sobre a precisão das decisões arbitrais no futebol.
A bola utilizada nesta Copa possui um chip de medição inercial (IMU) instalado em seu interior. Este sensor opera em uma frequência de aproximadamente 500 Hz, registrando dados cerca de 500 vezes por segundo. Essas informações são essenciais, pois permitem a identificação do instante em que ocorre um toque na bola, com os dados sendo enviados em tempo real para o VAR (Sistema de Árbitro Assistente de Vídeo).
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Assim, quando um jogador faz um contato com a bola, mesmo que leve, o sensor registra uma alteração no gráfico de dados, indicando o momento exato do toque. Essa tecnologia foi crucial no episódio que envolveu o gol da Croácia, que foi anulado.
Durante a partida contra Portugal, no último minuto, Igor Matanovic desviou de cabeça um cruzamento dentro da área, e Pasalic tocou para Gvardiol marcar o que seria o gol de empate da Croácia. A decisão inicial do árbitro, Espen Eskas, foi a favor do gol, mas o VAR analisou a jogada e detectou que Pasalic estava em posição de impedimento no momento do toque de Matanovic.
O gol foi anulado porque o chip da bola captou o desvio na cabeça de Matanovic. Se a tecnologia IMU não estivesse presente, é provável que o gol tivesse sido mantido, já que o desvio na cabeça do jogador croata seria considerado inconclusivo apenas pela revisão de vídeo.
A utilização dessa tecnologia levanta questões sobre a precisão e a influência que ela exerce nas decisões em campo, especialmente em momentos decisivos como este. O debate sobre o uso de tecnologia no futebol continua, e casos como o da partida entre Croácia e Portugal são um exemplo claro de como inovação e tradição podem entrar em conflito.
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