A Arena, plataforma da europeia Blockchain Sports, atrai clubes brasileiros ao prometer conectar investidores, marcas e torcedores. Igor Cotta, representante no país, já cadastrou mais de 140 times, incluindo amadores.
Uma plataforma online chamada “Arena”, criada pela multinacional europeia Blockchain Sports, tem atraído clubes brasileiros com a promessa de conectar investidores, marcas e torcedores em um ecossistema capaz de gerar receitas para as equipes cadastradas. A ferramenta tem se apresentado como uma via para monetização por meio da venda de experiências e produtos ligados aos clubes.
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O presidente do Humaitá, o empresário Igor Cotta, é um dos representantes da multinacional no país e já cadastrou mais de 140 clubes brasileiros, incluindo equipes do futebol amador. Segundo ele, o funcionamento é simples: o cadastro gratuito coloca os clubes no radar de investidores e marcas nacionais e estrangeiras, além de permitir que torcedores comprem experiências que revertam receita para as agremiações.
“Esse site é uma conexão de clubes do mundo todo e investidores. Dentro desse site eles também vendem experiências e ainda fazem essa conectividade”
Na divisão de receitas apresentada, 80% do valor pago pelo torcedor ao adquirir uma experiência — como produtos autografados — são destinados ao clube, enquanto 20% ficam com a plataforma. Pelo menos quatro clubes acreanos já divulgaram o cadastro dentro da plataforma: Humaitá, Independência, Atlético-AC e Vasco-AC. O Galvez também aparece no site e clubes do futebol amador local estão cadastrados.
“Foi algo que trouxe muito retorno para os clubes brasileiros. Todos eles receberam dinheiro para fazer essa postagem. Ajudou também o futebol do Acre, ajudou os clubes acreanos. Poucos não fecharam porque não tenho acesso, mas a maioria fechou”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDApós cadastrar o Humaitá na plataforma, Igor Cotta relata que se conectou com investidores do exterior e firmou acordo para incluir o clube no jogo de futebol eletrônico UFL, desenvolvido pela Strikerz Inc., produtora originária do Chipre. O acordo permitiu que o nome e os elementos do Humaitá fossem usados dentro do game.
“Eu fechei com uma empresa de videogame lá do Chipre. Eles pediram pra usar o nome do Humaitá. Fechei um valor bem relevante pra poder colocar os bonequinhos do Humaitá”
O UFL, que estreou em 2024, tem sido apontado como concorrente de franquias consolidadas como EA SPORTS FC (antigo FIFA) e eFootball. O jogo está disponível para plataformas mobile Android e iOS, além de consoles. A produtora do título conta ainda com aporte do astro Cristiano Ronaldo, que já investiu R$ 200 milhões na iniciativa.
O caso ilustra como plataformas digitais e acordos internacionais podem abrir novas frentes de financiamento e visibilidade para clubes de menor porte, especialmente quando combinam exposição em games e vendas diretas de experiências ao torcedor.


