O atual chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Colina, afirmou nesta quinta-feira, 9, que os árbitros da Copa do Mundo não são influenciados, nem mesmo pelo presidente Gianni Infantino, ao tomar decisões durante as partidas. A declaração de Colina visa reduzir as polêmicas em torno da idoneidade de árbitros como o brasileiro Raphael Claus e o francês François Letexier, cuja atuação foi alvo de críticas após alguns jogos.
De acordo com informações divulgadas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou o histórico de acusações envolvendo Claus e Infantino, buscando pressionar pela anulação do cartão vermelho recebido pelo atacante Balogun, pleito que foi aceito pela FIFA. Por outro lado, Letexier foi criticado por jogadores e pela comissão técnica do Egito, que alegaram interferência direta na derrota do país para a Argentina na competição.
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“É claro que discussões construtivas sobre as decisões sempre farão parte do futebol, mas acusações infundadas não têm lugar no nosso esporte. Ninguém pode questionar a integridade dos árbitros da Copa do Mundo. Quando isso acontece, pode provocar reações que levam a ameaças contra eles e suas famílias. Isso não está certo”, declarou Colina em entrevista.
O ex-árbitro italiano também enfatizou que a arbitragem da FIFA não está sob influência de ninguém, incluindo Infantino, que sempre demonstrou apoio à independência dos árbitros. “Os árbitros tomam decisões honestas e, assim como jogadores e técnicos, sempre se esforçam ao máximo”, acrescentou Colina.
No contexto do torneio, a Argentina avançou para as quartas de final após uma virada histórica contra o Egito no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Após a partida, o técnico do Egito, Hossam Hassan, lamentou que “fatores externos e internos” influenciaram as decisões do árbitro Letexier, que, segundo ele, cometeu erros cruciais durante o jogo. Em um desabafo, Hassan afirmou que não assistiria mais aos jogos devido à “falta de credibilidade” na gestão da FIFA.
O atacante Mostafa Zico, que marcou um dos gols do Egito, também se manifestou, afirmando que “o juiz não foi justo” e sugerindo que a arbitragem estava “direcionada” para a Argentina. Um dos lances contestados ocorreu quando Zico teve um gol anulado pelo VAR devido a uma falta anterior, e Colina explicou que a marcação foi correta: “Se uma falta for identificada na construção da jogada e considerada decisiva para o gol, o VAR recomendará a revisão em campo”, afirmou.
“Acreditamos que falta é falta. Independentemente de parecer ‘óbvia’ ou não, se o árbitro não a viu em campo, o VAR pode intervir”, completou Colina.
Outra reclamação do Egito envolveu o gol da virada da Argentina, que foi marcado após duas ações polêmicas. Colina rebateu as alegações, destacando a subjetividade do futebol e reafirmando que não houve infrações suficientes para anular o gol. A FIFA expressou satisfação com a aplicação dos princípios de arbitragem durante o torneio.
Após as oitavas de final, os estádios estão operando quase com capacidade máxima, com 99,7% de ocupação. Até o momento, foram registrados 280 gols em 96 partidas, resultando em uma média de 2,92 gols por jogo. A Argentina lidera a competição com 14 gols, sendo oito deles marcados por Lionel Messi, artilheiro isolado do torneio.
Nesta quinta-feira, 9, os confrontos das quartas de final têm início com a partida entre França e Marrocos no Gillette Stadium, em Foxborough, às 17h (horário de Brasília).



