O australiano Oscar Piastri, terceiro colocado no Mundial de 2025 e piloto da McLaren, alertou que a temporada 2026 da Fórmula 1 deverá registrar “anomalias” em diversos Grandes Prêmios por conta das novas exigências de recuperação de energia das unidades de potência.
A partir de 2026, o regulamento determina que a entrega de potência seja dividida quase igualmente entre o motor a combustão interna e o sistema elétrico. Essa mudança obrigará os pilotos a recuperar muito mais energia nas voltas, situação que, segundo Piastri, variará conforme o desenho de cada circuito.
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Em entrevista durante testes no simulador, o piloto explicou que traçados com zonas de frenagem intensas, como Bahrein e Canadá, devem permitir a regeneração necessária sem grandes ajustes. Já autódromos com poucas retas longas e menos pontos de freio pronunciado, caso de Melbourne (Austrália) e Jeddah (Arábia Saudita), podem apresentar dificuldades significativas.
“Dependendo de onde se faz o acerto ideal, talvez não seja preciso recorrer tanto ao clipping (corte de potência elétrica nas retas) ou ao lift-and-coast (tirar o pé antes da frenagem). Mas, se você não fizer nada disso em Melbourne, a energia acaba muito rápido”, afirmou.
Piastri acrescentou que, em Jeddah, a sequência de curvas rápidas ligadas por retas curtas também complicará a regeneração. “A maioria das anomalias vai aparecer justamente nesse tipo de pista”, completou.
O piloto recordou ainda que, durante os testes, observou diferentes abordagens de outras equipes na Curva 12 de Bahrein, ponto em que é possível alterar a linha para favorecer a recuperação. “Você pode ajustar durante a corrida, mas é diferente, porque não se controla apenas com o acelerador”, explicou.
Para Piastri, o desafio de gerenciar energia tornará alguns GPs de 2026 consideravelmente distintos em relação ao que os pilotos enfrentam hoje. “Acho que Melbourne será bem diferente e será um desafio para todos nós”, concluiu.


