Uma perícia anexada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) indica que o Corinthians deixou de registrar aproximadamente R$ 150 milhões em receitas nos relatórios enviados ao Regime Centralizado de Execuções (RCE).
De acordo com o laudo elaborado pela Laspro Consultores, o clube declarou ao RCE R$ 64.202.368,75 referentes a fevereiro de 2026, enquanto a arrecadação real no período chegaria a R$ 213.414.738,29. A diferença é de R$ 149.212.369,37.
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Origem da divergência
Segundo o perito responsável, a variação ocorreu porque não foram considerados valores de:
- “operações financeiras”: R$ 76.878.105,68;
- “transferência”: R$ 65.508.053,90;
- “negociação de atleta”: R$ 6.826.209,79.
Pedido de explicações
No documento, o perito solicita que o clube seja intimado a esclarecer a diferença e que disponibilize os recursos obtidos com vendas de jogadores para um leilão reverso. Caso a ausência dos valores não seja comprovada, o Corinthians deverá complementar, no período seguinte, o montante que deveria ter sido pago em fevereiro de 2026.
Posicionamento do clube
Procurado, o Corinthians afirmou não ter sido “formalmente intimado sobre a manifestação” e disse que o montante citado é “um valor gerencial de caixa que será conciliado à contabilidade, conjuntamente ao administrador judicial”.
Entenda o RCE
O Regime Centralizado de Execuções é um instrumento jurídico adotado pelo Corinthians para organizar e parcelar cerca de R$ 200 milhões em dívidas cíveis e trabalhistas, concentrando processos em uma única vara. O mecanismo impede bloqueios de contas bancárias e permite que o clube pague credores de forma ordenada, buscando reestruturar suas finanças.
A análise pericial já foi anexada aos autos do processo no TJ-SP, e caberá à Justiça decidir os próximos passos.


