O paraguaio Almirón foi expulso após gesto de deboche contra rival turco. O VAR flagrou a infração e o árbitro aplicou, pela primeira vez num Mundial, a regra antirracismo da Fifa.
O atacante Miguel Almirón, da seleção paraguaia, foi expulso na última sexta-feira, 19, durante uma partida da Copa do Mundo de 2026. O incidente ocorreu quando Almirón tampou a boca com a mão em um gesto dirigido a um atleta da seleção turca.
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Com o auxílio do VAR, o árbitro Iván Barton revisou a jogada e decidiu aplicar uma medida inédita no torneio, seguindo as novas orientações da Fifa sobre comportamentos considerados como infrações graves. Essa ação marca a primeira vez que a chamada ‘Lei Vini Jr.’ é aplicada em uma Copa do Mundo.
A partida, que terminou com a vitória do Paraguai por 1 a 0, resultou na eliminação antecipada da seleção turca do Mundial. O jogo foi tenso e a expulsão de Almirón trouxe ainda mais emoção ao confronto.
A ‘Lei Vini Jr.’ foi estabelecida após uma série de denúncias de racismo e homofobia no futebol. O gesto de cobrir a boca para se comunicar com adversários foi classificado como uma infração grave, refletindo um esforço maior da Fifa para combater práticas discriminatórias no esporte. O contexto para a criação dessa regra remonta a um incidente ocorrido durante a fase de grupos da UEFA Champions League 2025/26, onde o jogador Gianluca Prestianni, do Benfica, foi suspenso por vários jogos após ofensas racistas dirigidas a Vinicius Junior, do Real Madrid.
O uso do VAR, que já se tornou uma ferramenta fundamental nas competições de futebol, mostrou mais uma vez sua importância ao permitir que os árbitros revisem lances controversos e tomem decisões mais justas e informadas. A aplicação da ‘Lei Vini Jr.’ na Copa do Mundo sinaliza um compromisso da Fifa em promover um ambiente mais respeitoso e inclusivo no futebol mundial.



