Após leilão que aproximou a venda da SAF do Vasco, Pedrinho falou com jornalistas na 4ª Vara Empresarial do Rio. Ele evitou confronto, chamou as críticas de Cristiano Desch de 'palavras muito duras' e disse ter checado possíveis irregularidades.
Depois do leilão que aproximou ainda mais a venda da SAF do Vasco para a empresa controlada por Marcos Lamacchia, o presidente do clube, Pedrinho, respondeu a perguntas de jornalistas no fórum da 4ª Vara Empresarial, no Centro do Rio de Janeiro. Entre os assuntos abordados esteve a declaração do presidente do Cuiabá, Cristiano Desch, que acusou o Vasco de “estelionato esportivo”.
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Pedrinho procurou evitar o confronto direto, mas manifestou incômodo com o teor das críticas e classificou o posicionamento do dirigente do Cuiabá como irresponsável. Ele afirmou também que verificou se havia alguma pendência entre Vasco e Cuiabá e que, segundo essa checagem, não havia débitos entre os clubes.
“Investigado, o Vasco já é da forma mais rigorosa possível. Me dói muito como o presidente de um clube, como o do Cuiabá… Fui até checar se temos alguma pendência com o Cuiabá, e não. Muito pelo contrário. Preciso verificar na Fifa se o Cuiabá deve algo ao Vasco em questão de (mecanismo de) solidariedade, mas não é esse o mérito”
“Usam palavras muito duras com a instituição. Mas não vou responder a todas as pessoas que são irresponsáveis. Desde que o Vasco começou com esse movimento, parece que nos pegaram como exemplo. 8 mil empresas esse ano já entraram em recuperação judicial. O presidente do Cuiabá usar essas palavras, falar em estelionato esportivo”
Além das manifestações sobre questões jurídicas e financeiras, Pedrinho voltou a externar ambição esportiva do clube. Em outro momento, ele expressou o desejo de que uma eventual semifinal do Vasco contra o Boca Juniors seja disputada em São Januário.
Do outro lado, o presidente do Cuiabá, Cristiano Desch, havia declarado nesta semana que clubes em recuperação judicial ou com altas dívidas, citando Vasco e Santos, deveriam ser punidos com perda de pontos nos campeonatos. Na avaliação dele, mecanismos como o transfer ban seriam insuficientes para coibir práticas que considera prejudiciais à competição.
“Esse problema existe porque nós vivemos em um mercado que não tem nenhum tipo de regulação e não tem punição. Hoje o transfer ban está se mostrando insuficiente, a gente precisa que tenha perda de ponto. Acho que se o Corinthians tivesse ameaçado de perder três pontos na tabela esse dinheiro já tinha saído de algum lugar. O Santos da mesma forma, a gente vê o Santos, o Vasco também, que deu um calote gigantesco, vão permanecer na Série A através de um estelionato esportivo. É muito grave, ruim para equipes como Mirassol, ruim para o Remo, que está com tudo em dia e vai cair”
As declarações polarizaram o debate sobre regulação do futebol e punições esportivas em casos de recuperação judicial. O episódio ocorre em meio à movimentação para a venda da SAF do Vasco e ao acompanhamento jurídico e administrativo que envolve clubes em situação financeira delicada. As partes mantiveram posições firmes: Pedrinho reafirmou a defesa institucional do Vasco e registrou checagens sobre pendências, enquanto o dirigente do Cuiabá reforçou a necessidade de medidas mais duras no âmbito das competições.
Também foi registrada a menção a Matheus Curopos, que faz projeção de Andrey no profissional do Vasco, entre outros desdobramentos do clube no dia a dia esportivo e institucional. O episódio deve seguir repercutindo nas conversas entre clubes, organismos reguladores e instâncias jurídicas envolvidas.
