Auxiliar técnico da seleção feminina de vôlei, Paulo Coco contou por que deixou o comando do Praia Clube, onde trabalhou por sete anos, para assumir o Atlanta na recém-criada LOVB, liga profissional norte-americana. A decisão foi tomada em abril de 2024, quando o treinador aceitou o convite para integrar o projeto que pretende colocar o vôlei dos Estados Unidos no patamar de competições consolidada como NBA e NFL.
“O lado profissional falou mais alto. É uma liga nova que busca firmar-se como potência. Quis explorar novos desafios, conhecer outro mercado e levar essas informações para o voleibol brasileiro”, afirmou.
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Adaptação rápida em meio a culturas diferentes
Em sua primeira temporada, Coco conduziu o Atlanta às semifinais e foi eleito o melhor treinador da competição. O brasileiro destacou o processo de adaptação a um elenco com atletas de seis nacionalidades diferentes e a um calendário inspirado no sistema universitário norte-americano, que reúne cerca de 800 programas femininos de vôlei sob a chancela da NCAA.
“Há muitas novidades. O método de treinamento vem do college, onde eles são uma potência. Mesmo assim, a adaptação foi tranquila”, disse.
Vôlei feminino ganha força nos EUA
O técnico ressaltou que o vôlei feminino é atualmente o esporte mais praticado por mulheres no país. Segundo ele, esse cenário reforçou o interesse em viver a experiência americana e mostrar o estilo brasileiro de jogo.
Reconhecimento e meta de crescimento
Coco celebrou o prêmio individual e defendeu que o equilíbrio entre as equipes é essencial para o sucesso da liga. “É muito prazeroso receber esse reconhecimento, mas ele veio pelo que fizemos com o Atlanta. O objetivo é que a LOVB se consolide cada vez mais e mantenha condições iguais para todos os clubes”, finalizou.


